Utilização do Windows em rede (Workgroups e 95)
Fevereiro/98
José Simão de Paula Pinto
simao@cce.ufpr.br
Sumário
1 INTRODUÇÃO
*1.1 caracteríticas de um sistema operacional de rede
*1.1.1 Serviços de aplicações
*1.1.2 Integração de hardware
*1.1.3 Infra-estrutura de rede
*1.1.4 Integração com Internet
*1.1.5 Acesso remoto
*1.1.6
Messaging e groupware *1.1.7 Serviços de diretório e naming
*1.2 O que é uma rede?
*1.3 Topologias
*1.3.1 Topologia estrela
*1.3.2 Topologia barramento
*1.3.3 Topologia em anel
*1.4 Classificação
*1.4.1 LAN
*1.4.2 WAN
*1.5 Modelo ISO/OSI
*1.5.1 Nível 1 - camada de ligação física
*1.5.2 Nível 2 - camada de enlace
*1.5.3 Nível 3 - camada de rede
*1.5.4 Nível 4 - camada de transporte
*1.5.5 Nível 5 - camada de sessão
*1.5.6 Nível 6 - camada de apresentação
*1.5.7 Nível 7 - camada de aplicação
*1.6 Equipamentos utilizados em redes
*1.6.1 Transceiver
*1.6.2 Repetidores
*1.6.3 Bridges
*1.6.4 Roteadores
*1.6.5 Brouters
*1.6.6 Modems
*1.6.7 Multiplexadores
*1.6.8 UDDs
*1.6.9 UDAs
*1.6.10 Placas adaptadoras
*1.7 Implementação - camadas física e de enlace
*1.8 Ethernet
*1.8.1 10BASE5
*1.8.2 10BASE2
*1.8.3 10BASET
*1.8.4 10BASEF
*1.9 Token Ring
*1.9.1 Cabo tipo 1
*1.9.2 Cabo tipo 3
*1.9.3 Cabo tipo 6
*1.10 FDDI / CDDI (ANSI X3T9.5)
*1.11 Protocolos a nível de rede e de transporte
*1.11.1 TCP/IP
*1.11.2 Net Bios ou NBP
*1.11.3 NetBEUI
*1.11.4 IPX / SPX
*1.11.5 IDP / XNS
*1.11.6 DecNet
*1.12 Implementação das camadas de sessão, aplicação e apresentação
*1.12.1 Netware
*1.12.2 Lan Manager
*1.12.3 Ampliware
*1.12.4 Pathworks
*1.12.5 LAN Server
*1.12.6 VINES
*1.12.7 LANTASTIC
*1.12.8 Unix
*1.12.9 Windows NT
*1.12.10 OS/2 Server
*1.13 Projeto físico da rede
*1.13.1 Energia
*1.13.2 Cabeamento
*1.13.3 Interfaces
*1.13.4 Segurança
*1.13.5 Climatização
*1.14 Projeto lógico da rede
*1.14.1 Servidores de arquivo versus cliente/servidor
*1.15 Termos de rede relacionados com a Internet
*2 Ambientes Operacionais de Rede
*2.1.1 Windows NT
*2.1.2 NetWare
*2.1.3 OS/2 Warp Server Advanced
*2.1.4 Banyan VINES
*2.1.5 NetWare versus NT
*2.1.6 Linux
*2.1.7 Free BSD
*2.1.8 comparativo netware / windows nt
*2.2 De LANS para WANS
*3 Windows for workgroups
*3.1 Logon
*3.2 Trabalhando com drives de rede
*3.2.1 Conectando drives de rede
*3.2.2 Compartilhando recursos
*3.2.3 Desconectando uma unidade de rede
*3.2.4 Finalizando um compartilhamento
*3.3 Impressão e impressoras
*3.3.1 Impressora padrão
*3.3.2 Compartilhando uma impressora
*3.3.3 Conectando-se a uma impressora de rede
*3.3.4 Desconectando uma impressora remota
*3.3.5 Finalizando o compartilhamento
*3.3.6 Operações com a impressora
*4 Windows 95
*4.1 Logon
*4.2 Trabalhando com drives de rede
*4.2.1 Acesso à rede pelo explorer
*4.2.2 Acesso à rede pelo Desktop
*4.2.3 Acesso à rede através do Inciar / Executar
*4.3 drives de rede
*4.3.1 Conectando drives de rede
*4.3.2 Compartilhando recursos
*4.3.3 Desconectando uma unidade de rede
*4.3.4 Finalizando um compartilhamento
*4.4 Impressão e impressoras
*4.4.1 Impressora padrão
*4.4.2 Compartilhando uma impressora
*4.4.3 Conectando-se a uma impressora de rede
*4.4.4 Desconectando uma impressora remota
*4.4.5 Finalizando o compartilhamento
*4.4.6 Capturando uma porta de impressora
*4.4.7 Finalizando a captura de uma porta
*5 Resumo e soluções para problemas comuns
*5.1 Redes no ambiente Windows.
*5.2 Problemas e soluções
*5.2.1 O Windows (3.11) não inicia.
*5.2.2 Algumas máquinas não estão visíveis
*5.2.3 A rede não está funcionando.
*5.2.4 Às vezes a rede funciona, às vezes não.
*5.2.5 Um recurso (diretório, drive, impressora) não está disponível na lista de recursos compartilhados por outro computador.
*5.2.6 Não consigo imprimir.
*
Tínhamos ambientes operacionais de rede completos nos tempos em que dependíamos exclusivamente da Burroughs, da IBM ou da Unisys para a satisfação das nossas necessidades. O ambiente de mainframes (computadores de grande porte) proporcionava conexões elétricas e operacionais em comum, aplicações compartilhadas e ferramentas a nível de toda a rede, desde que nos mantivéssemos fiéis à marca. Tais ambientes proprietários foram substituídos pela liberdade advinda da entrada no mercado de nomes como Novell e Banyan, seguidos, mais recentemente, pela IBM e pela Microsoft.
Os sistemas operacionais de rede tiveram uma longa caminhada desde os tempos em que eram simplesmente servidores para serviços de arquivos e impressão até chegarem aos NOSs (Network Operating Systems , Sistemas operacionais de Rede), um ambiente operacional de rede completo, que sustenta e suporta as aplicações ao mesmo tempo que torna invisíveis as conexões entre os recursos.
1.1 caracteríticas de um sistema operacional de rede
1.1.1 Serviços de aplicações
O talento para rodar, de modo eficiente, messaging , base de dados e outras aplicações baseadas em servidor numa rede cliente/servidor é um requisito fundamental da maior parte das redes modernas. O suporte a processadores múltiplos é aqui um ingrediente essencial, assim como o são a tolerância a falhas, ferramentas de alta qualidade para desenvolvimento e suporte às aplicações por parte de vendedores terceiros.
1.1.2 Integração de hardware
Se o sistema não funciona com o hardware que temos, que desejamos ou para o qual pretendemos migar, então não nos serve. Tanto o tipo de processador como a capacidade para utilizar mais do que um são fatores importantes.
1.1.3 Infra-estrutura de rede
Inclui a facilidade de utilização dos protocolos de transporte de rede e a possibilidade de o servidor lidar com múltiplos adaptadores de LAN e com o roteamento interno. Os frutos nobres do ambiente de rede, que vão desde operações cliente/servidor até acesso à Internet, crescem a partir desta base.
1.1.4 Integração com Internet
Em muitas organizações, o acesso à Internet a partir da rede está se tornando uma necessidade. A capacidade para utilizar o protocolo TCP/IP e o Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP) para fazer o gerenciamento de endereços TCP/IP sobre a rede é fundamental. Software servidor Web também é importante (e eventualmente ftp). Este aspecto de rodar TCP é de extrema importância também pelo grande crescimento das Intranets.
1.1.5 Acesso remoto
Viagens de negócios e telecomutação exigem que as redes ofereçam uma sólida solução de acesso remoto. Acesso doméstico a funcionalidades da rede, assim como o home work, idem.
1.1.6 Messaging e groupware
Hoje em dia, muitas organizações contam com poderosas soluções de groupware para comunicações internas. Além do correio eletrônico, são essenciais em muitos casos, funcionalidades para debate em grupo e para circulação de trabalho, bem como suporte a APIs de messaging já existentes, e a MAPI.
Em grandes organizações, com múltiplas localizações e múltiplos servidores, os serviços de diretório e naming proporcionam a toda a empresa acesso aos recursos da rede, incluindo servidores, arquivos, aplicações, endereços de correio e impressoras.
Uma vez que tenhamos dois ou mais computadores interligados podemos considerá-los como em rede. O objetivo básico de se interligar computadores em rede é o compartilhamento de recursos. Assim, dispondo de um disco rígido de razoável capacidade, podemos utilizá-lo a partir de vários micros, os quais possuem discos de capacidade menor; ou, dispondo-se de apenas uma impressora, podemos imprimir a partir de mais de um equipamento. Enfim, ligar equipamentos em rede significa mnizar custos de auisição e maximizar a utilização.
A função básica de uma rede de computadores é a de proporcionar um meio através do qual um usuário localizado em um determinado local possa acessar recursos presentes em um outro local, tais como impressoras ou arquivos.
Assim, à medida em que interconectarmos nossos equipamentos e, através deles, os programas que lhes dão usabilidade, teremos à mão um excelente meio de utilizar diversos recursos na medida em que sejam necessários, diferenciando-nos do ambiente tradicional de processamento de dados central, em que um dado terminal está conectado sempre ao mesmo mainframe podendo, portanto, usufruir unicamente dos serviços disponíveis naquele, ou através daquele host, proporcionando assim uma enorme flexibilidade.
1.3 Topologias
Existem várias maneiras utilizadas para a conexão dos equipamentos em uma rede, as quais definem, de acordo com determinadas características, a topologia em uso.
1.1.8 Topologia estrela
A topologia de uma rede aplica-se à forma segundo a qual as estações estão interligadas. Na topologia em estrela todas as estações estão conectadas através de ligações ponto a ponto a um dispositivo central, responsável pela comutação de circuitos.
1.1.9 Topologia barramento
Na topologia em barramento as estações estão todas interligadas através de um mesmo condutor, o barramento, do qual são derivadas as ligações das estações. Neste modelo os dados são transmitidos através de uma linha, ou barra, bidirecionalmente, ficando disponíveis às estações, as quais estão todas ligadas nesta barra.
1.1.10 Topologia em anel
Na topolgia em anel as estações estão interligadas por um único cabo, que passa por todas elas e,depois, liga-se a seu início. Neste modelo cada estação liga-se na estação seguinte, sendo que a última é ligada à primeira. Embora se utilize o termo anel, não necessariamente a rede precisa possuir um formato circular, somente devendo ser fechado seu circuito.
1.4 Classificação
Embora existam vários ângulos que permitam uma classificação de diferentes estruturas de rede, podmos simplificadamnete dividí-las em redes locais e redes de longa distância.
1.1.11 LAN
Local Area Network, ou rede local.
1.1.12 WAN
Wide Area Network, ou rede de longa distância.
1.5 Modelo ISO/OSI
Visto possuírem os diversos fabricantes diferentes padrões em suas redes, a International Standard Organization desenvolveu um modelo para a comunicação de dados, batizado de OSI - Open Systems Interchange, o qual modela vários padrões de interligação de redes de computadores.
Este modelo funciona com sete camadas (ou níveis), as quais trabalham repassando informações às camadas adjacentes.
Nesta camada são normalizados os cabos, conectores, sinais elétricos e distâncias máximas entre nós em função do cabo utilizado.
1.1.14 Nível 2 - camada de enlace
Verifica erros e recupera falhas, gera o CRC, define formatos de comunicação de pacotes, trata dos endereços de rede (únicos para cada estação).
Basicamente este nível é composto pelo LLC (Logical Link Control), responsável pelo gerenciamento de filas para as aplicações da estação, e pela interface com o nível superior (rede), e pelo MAC (Midia Access Control), que fornece definições para a comunicação sem conflitos, seja no método contenção, seja no método polling. Para o caso do método de acesso ser o polling, que é determinístico, possui como característica redes em anel, e usa um protocolo token-passing; o método conteção, estatístico, é utilizado em redes do tipo barramento, usando protocolo CSMA/CD
1.1.15 Nível 3 - camada de rede
Define os protocolos de interconexão entre as redes, de maneira a possibilitar sua comunicação. Aqui também são definidas as rotas, determinando-se a melhor, e os endereços das redes.
Controla o fluxo dos pacotes de comunicação, respeitando a ordem necessária ao seu entendimento pelas aplicações que fazem uso dos dados neles contidos.
1.1.17 Nível 5 - camada de sessão
Responsável pelo diálogo entre as diversas aplicações de diferentes estações da rede e pela segurança a nível de autenticação e permissão de uso da rede.
Implementa os PIPES, ou dutos entre as aplicações, compatibilizando os diferentes formatos. Também é responsável pela autenticação e permissão de uso.
É o nível com o qual o usuário interage, tal como um correio eletrônico, a emulação de um terminal, um gerenciador.
Diversos são os equipamentos utilizados nas redes de computadores. Estes equipamentos tem a função de isolar os sinais de determinados segmentos de rede de outros segmentos, aentar o nível dos sinais, possibilita a comunicação a longa distância, entre outros. Os principais equipamentos que voê poderá encontrar em uma instalação de rede são:
1.1.20 Transceiver
Permite a conexão entre uma porta de comunicação padrão e um meio físico qualquer. As placas de comunicação já possuem estes dispositivos implementados em sua construção, sendo geralmente disponíveis em conectores DB-15 (AUI), coaxiais (BNC) ou para conectores padrão RJ-45 (UTP). Eventualmente poderão possuir características específicas para a conexão de cada sistema (sistemas proprietários).
1.1.21 Repetidores
Atuam no nível 1, ou camada física. Trata-se de um equipamento pequeno e simples que tem por função amplificar e retemporizar os sinais existentes no cabo, possibilitando o aumento da distância entre os segmentos. Quase sempre dispõe de diodos emissores de luz (LED’s) para monitoração de sua operação. Podem ser dispositivos independentes ou montados em painéis tipo rack.
É possível encontrar repetidores que possuem um transceiver embutido, de maneira que possam interconectar meios diferentes.
Pela norma 802.3 não se deve ligar mais de 4 repetidores em série.
Um repetidor poderá isolar um segmento de rede que esteja apresentando problemas, função esta conhecida como auto-partição; quando executada deverá ser sinalizad apelo repetidor através de seus LED’s indicativos, possibilitando uma análise visual do comportamento da rede.
1.1.22 Bridges
Visto a norma 802.3 só garantir a detecção de colisões em redes de até 2500 m, faz-se necessária a adoção de um mecanismo inteligente que reconstrua as camadas 1 e 2, física e de enlace, interligando segmentos, ou redes, que funcionam isolados. Este equipamento é dotado de microprocessador e, através de um processo de auto-aprendizado (self learning), cria tabelas dinâmicas com os endereços das estações situadas de cada lado da rede. Por esta característica, pode ser utilizado em redes pequenas para filtrar o tráfego entre segmentos e diminuir o número de colisões, melhorando com isso o desempenho. Estas características determinam as pontes locais, porém podem também existir na modalidade remota, na qual conectam redes geograficamente distantes, quando suportam ainda rotinas de compressão de dados.
1.1.23 Roteadores
Atuam nos níveis 3 e 4, ou de rede e de transporte. São semelhantes às bridges, porém possuindo maior capacidade de processamneto e geralmente mais de uma interface de comunicação. O router não analisa os endereços das estações, apenas das redes, roteando mensagens de uma rede para outra. Deve reconhecer os protocolos usados nestes níveis do padrão OSI, quais sejam: IPX/SPX, TCP/IP, Netbeui, DecNet, XNS... Os protocolos desconhecidos serão descartados.
Um roteador pode ser utilizado para empacotar uma comunicação Ethernet a fim de que seja realizada sua transmissão em uma rede X.25. No destino, outro roteador realizaria o procedimento inverso, retirando as informações de rotamento e transmissão e endereçando-as na Ethernet local.
Para que realizem comunicação entre si os roteadores contam com os protocolos OSPF, Open Short Path First, e RIP, Routing Information Protocol, entre outros.
1.1.24 Brouters
Equipamentos mistos que funcionam da mesma maneira que os roteadores para protocolos conhecidos e da mesma maneira que as pontes para o caso de protocolos desconhecidos. Desta maneira pacotes correspondentes aos protocolos conhecidos farão caminhos otimizados, mais curtos, diretos, e pacotes desconhecidos percorrerão toda a rede até seus destinos.
1.1.25 Modems
Um modem é um equipamento modulador/demodulador, utilizado para empacotar sinais digitais em um meio analógico de transmissão. São usados para conexão com linhas telefônicas, funcionando aos pares (ponto a ponto).
1.1.26 Multiplexadores
Permitem a utilização de um mesmo canal por várias conexões diferentes. Funcionam dividindo o canal de transmissão em pequenas faixas, de tempo ou de freqüência, entre as diversas linhas existentes.
1.1.27 UDDs
A unidade de derivação digital é utilizada para possibilitar o compartilhamento de uma linha de comunicação com vários terminais.
1.1.28 UDAs
A unidade de derivação analógica permite o compartilhamento de um canal de transmissão analógica com vários modems, semelhante ao que realiza a UDD para o caso digital.
1.1.29 Placas adaptadoras
Conectam-se em um slot do micro e possuem incorporado o transceiver para redes 802.3 ou 802.5, sendo controladas por programas para controle dos níveis 3 e 4. Oferecem diversos tipos de conexão, conjunta ou unicamente.
Para o caso de placas Ethernet, o transceiver incorpordo poderá ser para conexões 10BASE2 (em conexão do tipo BNC) ou para conexões 10BASET (em conector do tipo RJ-45). Eventualmente possuem uma saída AUI para transceiver externo. As placas que possuem todas as conexões são conhecidas como placas "combo". A tendência para as placas que equipam os Pcs atuais é a conexão RJ-45, mais barata.
Acompanham a placa os programas de controle de suas funcionalidades, conhecidos como "drivers", os quais são específicos para cada sistema operacional (Netware, Windows, UNIX).
Foram definidos pelo IEEE, Institute os Electrical and Eletronic Engineering os padrões 802.3, ou Ethernet e 802.5, ou Token Ring.
1.8 Ethernet
Utiliza topologia em barramento (BUS) e transmissão em banda base, usando o método de acesso CSMA/CD, estatístico, portanto; assim, é impossível assegurar o tempo em que uma determinada mensagem irá ser recebida pelo destino. A taxa de transmissão é de 10 Mbits/s, sendo a implementação física realizada em cabos coaxiais full-spec (ou 10BASE5), cheapernet (ou 10BASE2), UTP (ou 10BASET) ou fibra óptica (10BASEF).
1.1.30 10BASE5
Utiliza-se cabo coaxial full-spec com 50 ohms de impedância e 10,3 mm de diâmetro. Para distâncias de até 500m e no máximo 100 estações por segmento, sendo o espaçamento mínimo entre as estações de 2,5 m. A blindagem é quádrupla, portanto fornecendo pouca maneabilidade aos cabos. A atenuação a 10 Mhz é de 1,7 e o custo de crescimento é considerado médio.
1.1.31 10BASE2
Utiliza-se cabo coaxial cheapernet de 50 ohms de impedância e 4,9mm de diâmetro. Para distâncias de 185 m (300 c/ repetidor) e até 30 estações, com espaçamento mínimo de 0,5 m. A blindagem é simples, permitindo uma boa maleabilidade ao cabo. A atenuação em 10 Mhz é de 4,6 e o custo de crescimento é considerado alto.
1.1.32 10BASET
Utiliza-se cabo UTP (par trançado não blindado), de 100 ohms de impedância e diâmetro variável em função do número de pares e revestimento do cabo. Para distâncias de até 100 m e uma estaçao por segmento (ponto a ponto). Por não possuir blindagem possui grande maneabilidade, sendo a atenuação a 10 Mhz de 0,7. O custo de crescimento é considerado baixo.
1.1.33 10BASEF
Utiliza-se de fibra óptica como meio físico para a transmissão/recepção, sendo o diâmetro variável em função do protetor. Possui uma boa maneabilidade e pode atingir distâncias de até 2000 m. Possui custo elevado e eventualmente poderá exigir equipamentos e técnicas bastante especiais (emendas).
1.9 Token Ring
Utiliza uma topologia em anel e transmissão em banda base, sendo o acesso determinístico. A taxa de transmissão é de 4/16 Mbits/s, sendo sua implementação realizada geralmente em cabos múltiplos dos tipos 1, 3 e 6.
1.1.34 Cabo tipo 1
Blindado, 22 AWG, para um comprimento máximo de 300 m. Impedância de 50 ohms.
1.1.35 Cabo tipo 3
Não blindado, 24 AWG, para um comprimento máximo de 100 m. Impedância de 100 ohms.
1.1.36 Cabo tipo 6
Blindado, 26 AWG, para um comprimento máximo de 300 m. Impedância de 150 ohms.
Este padrão ANSI é para um duplo anel óptico (FDDI) ou de cobre (CDDI). Adota acesso determinístico, sendo a taxa de transmissão de 100 Mbits/s. A implementação é realizada em par trançado não blindado (UTP) ou em fibras ópticas, sendo ideal para redes de redes ou redes de alto desempenho, quando existe por exemplo uma estação RISC comunicando-se com outra(s).
Existe uma grande variedade de protocolos em uso atualmente, principalmente devido a ausência de normalização anterior às normas da ISO, entre os quais:
1.1.37 TCP/IP
Transmission Control Protocol / Internet Protocol - foi criado pelo departamento de defesa dos EUA na década de 70 para uso em sua rede militar, ganhando uma grande força no ambiente UNIX. A camada TCP atua no nível 4 (transporte), controlando o estabelecimento de sessões entre as aplicações, garantindo a comunicação entre procedimentos e recuperação de erros. A camada IP atua no nível 3 (rede) gerenciando o roteamento dos dados entre redes. É principalmente utilizado em WANs, mas devido ao grande crescimento da Internet está sendo cada vez mais utilizado também em LANs, tornando-se praticamente um padrão de fato, embora não tenha sido definido pela ISO/OSI.
1.1.38 Net Bios ou NBP
Net Bios Protocol - foi desenvolvido pela empresa americana 3com, baseado na estrutura e serviços de microcomputadores IBM / PC compatíveis, sendo bastante prático para LANs, por consumir poucos recursos, mas pouco prático para WANs.
1.1.39 NetBEUI
Net Bios Extended User Interface - desenvolvido pela IBM para complementar o SNA (Systems Network Architecture). Segue um modelo em níveis mas é incompatível com o ISO/OSI. Similar ao NBP e compatível com ele, sendo também mais indicado para LANs do que para WANs.
1.1.40 IPX / SPX
Internetwork Packet Exchange / Sequenced Packet Exchange - desenvolvido pela empresa Novell para funcionar com seu sistema operacional Netware. ë otimizado para LANs e não para WANs.
1.1.41 IDP / XNS
Internetwork Datagram Protocol / Xerox Network Protocol - desenvolvido pela Xerox, é especialmente otimizado para WANs, sendo mais rápido que o TCP/IP. Possui a desvantagem de existirem várias versões implementadas por diferentes fabricantes e incompatíveis entre si.
1.1.42 DecNet
Desenvolvido pela empresa Digital, de modo semelhante ao SNA. É uma filosofia proprietária de comunicação em camadas, não sendo compatível com o ISO/OSI, mas adotando o padrão 802.3 para as camadas mais baixas. Por seu protocolo de terminais, o LAT, não ser roteável obriga o uso de brouters para a construção de WANs.
1.12 Implementação das camadas de sessão, aplicação e apresentação
Não se possui uma padronização efetiva nestes níveis.
Os serviços básicos são obtidos no nível 7, ou de apresentação, onde residem os programas gerenciadores de rede, correios eletrônicos, etc, os quais já incorporam o tratamento para os níveis de aplicaçao (6) e de sessão (5).
Os sistema gerenciadores possuem por função distribuir e administrar a oferta de recursos na rede, tais como discos e impressoras e implementar rotinas de para a segurança de oeprações físicas e lógocas na rede. Os mais utilizados são:
1.1.43 Netware
Podem ser encontrados no mercado produtos da Novell para redes ponto a ponto (netware lite), rodando sob MS-DOS sem utilizar servidor dedicado e netware 2.20 / 3.xx / 4.xx, em servidores dedicados. É bastante utilizada em sistemas construídos até alguns anos atrás, sobretudo em pequenas redes de ambiente clipper. A Novell tem mostrado sua força no mercado com a expansão de seu sistema Intranetware, para a integração da rede da empresa em uma Intranet ao mesmo tempo gerenciando acesso à Internet.
1.1.44 Lan Manager
Rede da Microsoft voltada para WANs, disponível para servidores OS/2, VMS, MVS e UNIX, suportando conexão a usuários DOS, OS/2, Windows, McIntosh, Unix, Xenix, VMS e outros. Pode ser encontrada ainda em algumas empresas mas a estratégia da Microsoft é sua substituição por redes Windows NT.
1.1.45 Ampliware
Produto gerenciador de redes desenvolvido no Brasil pela Amplus, especialmente para trabalho em redes ponto a ponto. Chegou a ter boa penetração no mercado, sendo eventualmente encontrado em empresas que trabalham com sistemas antigos, em especial alguns desenvolvidos em clipper. Produto obsoleto.
1.1.46 Pathworks
Ambiente Digital desenvolvido para integrar micros DOS, OS/2 e Windows com servidores VAX sob sistema VMS.
1.1.47 LAN Server
Desenvolvido pela IBM e de características semelhantes ao LAN Manager da Microsoft.
1.1.48 VINES
Desenvolvido pela empresa Banyan alcançou ótima credibilidade no mercado americano devidos à sua segurança e conectividade, porém exige muito suporte.
1.1.49 LANTASTIC
Desenvolvido pela ArcSoft é uma rede ponto a ponto que, quando de seu lançamento, absorveu uma boa parte do mercado da Novell Netware mas está ultrapassado.
1.1.50 Unix
O Unix é um sistema operacional multitarefa desenvolvido no final da década de 60. Encontra hoje um excelente campo de aplicação principlalmente devido a enorme explosão da Internet. Grande parte dos provedores utilizam alguma versão do Unix, conhecidas como Unix Likes. Entre elas: AIX, HP-UX, Linux, Free BSD, Solaris.
1.1.51 Windows NT
Sistema operacional desenvolvido pela Microsoft para suportar redes corporativas e serviços de rede tais como servidor de arquivos e de impressão. Tem estado em franco desenvolvimento sendo seu crescimento em aplicações Internet bastante grande. Seu principal rival é o Unix, tendo superado a Novell (Netware) em vendas. Possui excelentes recursos de gerenciamento em ambiente gráfico. Por ser um sistema relativamente novo, em relação a seu concorrente Unix, possui ainda vários bugs, sendo seus críticos céticos em relação à sua segurança.
1.1.52 OS/2 Server
Produto da IBM que atua como servidor de aplicações, arquivos e de impressão. Possui ótimo ambiente de gerenciamento e sua instalação é facilitada pela utilização de interface gráfica.
Independente do gerenciador a utilizar, deve-se ter em mente que o projeto de uma rede deverá levar em consideração alguns aspectos importantes, tais como o fornecimento de energia, o cabeamento as interfaces, a segurança e a climatização.
1.1.53 Energia
A rede elétrica deverá merecer especial atenção, seja no tocante ao fornecimento contínuo de energia para o servidor, via no-break ou short-break, seja no tocante a variações, que poderão ser corrigidas com a utilização de estabilizadores, seja no tocante a ruídos, os quais poderão ser minimizados através da utilização de filtros e de circuitos independentes. Circuitos independentes, aliás, deverão ser previstos para as tomadas de energia para os equipamentos, e deverão contar com dispositivos de proteção, disjuntores termomagnéticos, independentes por ramal e corretamente identificados. As ligações devem contar com um bom aterramento.
1.1.54 Cabeamento
Ponto crítico em quaisquer redes desde suas construções iniciais, o cabeamento tem sido responsável, historicamente, por paradas em estações e mesmo travamento de redes. Devemos lembrar que toda a funcionalidade de uma rede, seja local ou de longa distância, baseia-se na troca de mensagens entre seus diversos pontos e que esta troca de dados depende de um meio físico e de sua interconexão.
Devido a seu custo e facilidade de manutenção, tem-se dado atualmente a preferência para a utilização de cabeamento estruturado, baseado na utilização de par trançado tipo UTP em Patch-Pannel.
1.1.55 Interfaces
Definido o tipo de cabeamento a ser utilizado define-se então o tipo de interface a ser utilizada, o que acaba por determinar o tipo de placa adaptadora de comunicação a ser utilizada. Pode-se comprar placas do tipo "combo", prevendo-se a utilização de diferentes tipos de conexão no futuro, porém a tendência tem sido minimizar os custos aplicando a receita disponível na aquisição de placas que unicamente possuem conexão do tipo RJ-45 para par trançado. A definição de uma estratégia de acesso remoto via telefônica faz pensar na necessidade da aquisição de placas do tipo FAX/Modem.
1.1.56 Segurança
Deverão ser previstos dispositivos e medidas que garantam a segurança física e lógica das informações de sua rede. Embora tenha-se sempre pensado em medidas de proteção física, tais como unidades de back-up, cofres-forte para armazenamento de fitas, ambientes protegidos por portas automatizadas, seguranças na entrada (única) do CPD, etc, atualmente têm-se dado muito valor à segurança lógica das informações, principalmente devido à vulnerabilidade proporcionada por uma conexão à Internet, através da qual sua empresa poderá sofrer o ataque de "crakers" ("hackers" mal intencionados). Portanto deveremos pensar na necessidade da aquisição e implementação de mecanismos de firewall, proxy e metodologias de segurança tais como senhas adequadas à utilização de recursos, que tenham curto período de validade e uma boa combinação de letras e números.
1.1.57 Climatização
Embora atualmente os servidores não tenham mais a imperiosa necessidade de climatização (tempetratura/umidade) exigida pelos custosos mainframes, é necessário garantir um mínimo de condições para o ambiente em que estarão localizados. Eventualmente a climatização poderá ser combinada com a estratégia de proteção à segurança física da rede.
Nesta etapa devermos escolher o sistema gerenciador a ser utilizado, o que poderá ser uma tarefa difícil. Para tanto deveremos ter em mente os fatores apresentados a seguir:
A estrutura de acesso a um banco de dados em uma rede ficou conhecida como File Server, ou servidor de arquivos. O programa fazia um pedido ao servidor o qual trafegava as informações do arquivo para seleção na rede. Nesta modalidade é responsabilidade do micro usuário dos serviços localizar a informação desejada, sendo que para isso circulam pela rede enormes e desnecessários blocos de dados, limitando ainda todas as aplicações as quais desejem ter acesso aos dados a serem escritas em uma mesma linguagem.
A fim de solucionar esta limitação, pensou-se em uma solução diferente em que o servidor seria responsável pela busca das informações desejadas pelo micro usuário, o cliente. Para esta solução criaram-se várias implementações de uma linguagem padronizada de acesso aos dados, o SQL, ou linguagem estruturada de pesquisa (Structured Query Language). Assim, o cliente envia uma pesquisa (query) ao servidor que realiza a pesquisa no banco de dados e devolve o resultado encontrado, minimizando o tráfego na rede e possibilitando que diferentes aplicações acessem a mesma base de dados, já que toda a consulta é enviada em uma linguagem padrão e o trabalho de pesquisa fica por conta do servidor. Esta tecnologia teve um grande avanço quando, há alguns anos e motivadas principalmente por uma redução de custos, muitas empresas passaram a adotar estratégias de downsizing de seus CPDs.
Seja qual for o sistema de gerenciamento escolhido deve-se contar com mecanismos consistentes para o gerenciamento de falhas, gerenciamento de configuração, de contabilização, de desempenho e de segurança.
A tabela a seguir relaciona os principais termos utilizados quando se fala de Internet, Intranet e Extranet.
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Backbone |
Também conhecido como espinha dorsal da Internet. Consiste em várias conexões telefônicas de alta capacidade para transmissão de dados. |
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Browser |
Programa através do qual os usuários acessam a WWW (ou Web) |
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DNS |
Banco de dados tradutor de endereços URL em endereços IP (Domain Name Server) |
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Extranet |
Várias Intranets interligadas através da Internet |
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Firewall |
Proteção de redes ligadas à Internet contra intrusos, podendo ser um hardware ou um software |
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ftp |
Protocolo utilizado na Internet para a transferência de arquivos (File Transfer Protocol) |
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Gateway |
Interliga redes de características distintas (traduzem dados de um tipo para outro) |
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HTML |
Linguagem utlizada para a formatação de documentos (páginas) que trafegam na Internet, acessados pelo protocolo http. Significa Linguagem para a criação de documentos (HyperText Markup Language) |
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http |
Protocolo adotado na Internet para o transporte de documentos ou páginas (hypertext transport protocol) |
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Hub |
Equipamento para interconexão de computadores |
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Internet |
Interconexão de diversas redes a nível mundial, todas utilizando protocolo TCP/IP |
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Intranet |
Utilização das tecnologias disponíveis na Internet para a montagem de uma rede interna à empresa, que pode ou não estar conectada na Internet |
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IP Address |
Número único de identificação de um equipamento na Internet designado pelo NIC (Network Information Center) |
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Java |
Linguagem de programação |
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Provedor de acesso |
é a empresa ou entidade conectada ao backbone que proporciona a infra-estrutura para acesso à Internet aos usuários |
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Provedor de informação |
Todo aquele que disponibiliza informações na rede |
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Proxy |
Programa que implementa segurança de acesso |
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Repetidor |
Equipamento que amplifica os sinais da rede permitindo o aumento de distância entre os nós |
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Roteador |
Equipamento que desvia o tráfego da rede para o endereço correto, utilizado para conectar uma rede à Internet |
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TCP |
Protocolo de controle de transmissão (Transmission Control Protocol) |
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IP |
Protocolo inter-redes (Internet Protocol) |
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TCP/IP |
Combinação de protocolos em camadas diferentes utilizado para a comunicação entre estações na Internet |
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URL |
Padrão de endereços na Internet (Uniform Resource Locator) |
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WWW |
Teia de alcance mundial. Possibilita interface gráfica com o usuário (World Wide Web) |
2 Ambientes Operacionais de Rede
Os dias do simples NOS (Network Operating System, Sistema operacional de Rede) para serviço de arquivos e impressão já vão longe. As redes dos nossos dias exigem toda uma parafernália de serviços, incluindo capacidade de processamento para rodar aplicações de base de dados e de messaging, serviços de diretório para coordenar redes de múltiplas localizações e múltiplos servidores, múltiplos protocolos para ambientes de múltiplos NOS, conectividade à Internet, acesso remoto, e groupware.
Na maior parte das redes, hoje em dia, existe uma mistura de sistemas operacionais de rede, com um deles dedicando-se às funções de arquivos e de impressão e, em alguns casos, aos serviços de diretório. Serviços de arquivos e de impressão constituem a pedra fundamental do ambiente da maior parte das redes. Muito embora o NetWare costumasse ser a plataforma por excelência para arquivos e impressão, outros NOSs proporcionam essencialmente o mesmo nível de serviços de arquivos e de impressão.
Serviços de diretório e de naming são de importância crucial em organizações com implantação descentralizada e com múltiplos servidores. Além de proporcionar acesso aos recursos de rede a nível de toda a empresa, um serviço de diretório global, tais como o NetWare Directory Services (NDS) ou o StreetTalk da Banyan, tornam a administração da empresa consideravelmente mais fácil. O Microsoft Windows NT e o OS/2 Warp Server Advanced proporcionam serviços similares numa arquitetura baseada em domínios, que pode ser difícil de manusear se utilizada numa grande empresa com múltiplas localizações. O Windows NT em sua versão 5, a ser lançada até o final de 1998, solucionará este problema implantando um eficiente serviço de diretório. Também o OS/2 Warp Server Advanced da IBM deverá implementar serviços de diretório, suporte a processadores múltiplos e um conjunto de aplicações de rede. De qualquer forma, o pacote BackOffice, da Microsoft, é o que está mais perto de proporcionar todas as funções necessárias a um ambiente de rede total.
Os sistemas operacionais Unix, tais como o Solaris Application Server, o SCO OpenServer e o SCO UnixWare, concentram a atenção no fornecimento de desempenho escalonável em função da solicitação das aplicações. Todavia, têm tendência para não incluírem produtos de âmbito mais genérico, como messaging ou acesso remoto.
1.1.59 Windows NT
O Windows NT Server, quando combinado com o pacote de aplicações Microsoft BackOffice, é o que está mais próximo de ter todas as funcionalidades e aplicações necessárias a um completo ambiente operacional de rede. O Windows NT Server é uma sólida plataforma para serviços de arquivos, impressão e aplicações. Infelizmente, a inexistência de um genuíno serviço de diretórios global constitui um obstáculo para grandes organizações que necessitam de um serviço de naming a nível de toda a empresa. O Windows NT Server vem com bons serviços de arquivos e de impressão e uma série de ferramentas administrativas e de administração de servidor. Com uma interface gráfica Windows, o Windows NT Server é um produto mais fácil de utilizar.
Os pontos fortes do Windows NT Server como servidor de aplicações são bem conhecidos. O abundante conjunto de APIs do sistema operacional proporciona acesso direto a serviços básicos tais como o sistema de arquivos (file system), a administração de memória, e multiprocessamento simétrico (SMP, symmetric multiprocessing ) para até 32 processadores, facilitando o processo de desenvolvimento de aplicações. E, ao contrário do NetWare 4.1 e do OS/2 Warp Server, o Windows NT Server suporta num único produto tanto por processamento simples como múltiplo. O Windows NT Server também é disponibilizado para rodar em sistemas Alpha, MIPS e outros baseados em processadores não Intel.
A Versão 4.0 do Windows NT Server, melhorou a interface, substituindo o GUI existente pelo do Windows 95. A versão 5, a ser lançada até o final de 1998, deverá contar com um serviço de diretórios global, além de maiores facilidades de administração.
O Windows NT Server utiliza uma arquitetura de diretórios baseada em domínios. Se os domínios e direitos de acesso estiverem adequadamente configurados, os usuários podem utilizar qualquer servidor ou recurso Windows NT a partir de um simples logon. Um diretório mestre de informação de domínios é guardado num servidor Windows NT designado por Primary Domain Controller (Controlador Primário de Domínio). Alterações no diretório, tais como a adição de um usuário, são de imediato acrescentadas ao diretório do Primary Domain Controller. Todos os servidores Windows NT recorrem às bases de dados de diretórios e de segurança do PDC para definir os direitos de acesso dos usuários.
Contudo, de um ponto de vista administrativo, os serviços de diretório do Windows NT Server estão longe de apresentar a profundidade e flexibilidade dos serviços homólogos do NetWare 4.1 e do VINES da Banyan. O NDS do NetWare e o StreetTalk da Banyan permitem a criação de múltiplas organizações num único diretório. Isto significa que é possível segmentar facilmente a rede em organizações lógicas. O Windows NT Server só permite definir uma única organização por domínio. Para conseguir partilhar recursos entre vários domínios será necessário passar por um incomodo processo de estabelecimento de trusts entre cada conjunto de dois domínios. Os trusts permitem que usuários num determinado domínio tenham acesso aos recursos de outro domínio. Esta estrutura permite tecnicamente constituir estruturas tipo NDS ou StreetTalk, mas continuará a ser necessário administrar múltiplos serviços de diretório para manter o labirinto de domínios consorciados.
O protocolo nativo do Windows NT Server é o NetBEUI, mas também estão disponíveis os protocolos IPX/SPX e IP, o que o torna compatível com as redes NetWare e TCP/IP. O Windows NT Server traz também o Gateway Service for NetWare, que permite que clientes não NetWare rodando TCP/IP e conectados a um servidor Windows NT encontrem arquivos em servidores NetWare. Os Apple Services da Microsoft possibilitam aos usuários de Macintosh guardarem arquivos em servidores Windows NT emulando de perto as autorizações num servidor AppleShare. Os clientes Macintosh podem também mandar imprimir para impressoras Windows NT a partir do habitual ícone LaserWriter Chooser.
Produtos opcionais para o Windows NT Server vendidos em separado pela Microsoft trazem ainda maior interoperacionalidade entre servidores NetWare e Windows NT. Um desses produtos, o File and Print Services for NetWare, faz com que um servidor Windows NT se apresente aos clientes NetWare como um servidor NetWare 3.x. Um outro produto, o Microsoft Directory Service Manager for NetWare, permite que um administrador utilize uma Bindery de NetWare 3.x a partir de um servidor Windows NT.
Incluem-se utilitários TCP/IP, tais como um servidor FTP, e úteis ferramentas de diagnóstico para IP, como por exemplo o Ping. É relativamente simples definir endereços IP, gateways e endereços de servidor DNS. O Windows NT Server inclui também um servidor Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP) para atribuir endereços IP dinamicamente. O Internet Information Server (IIS), o servidor Web fornecido gratuitamente pela Microsoft, pode utilizar o Windows NT Server para publicar documentos na Web ou numa intranet de empresa.
À semelhança do OS/2 Warp Server, o Windows NT Server tem serviços de acesso remoto incorporados. Utiliza o Remote Access Service (RAS) da Microsoft, que permite aos usuários conectarem-se com servidores Windows NT sobre conexões analógicas e RDSI (ISDN). Além do cliente RAS, que vem incluído com o Windows 95, o Windows NT RAS suporta qualquer cliente PPP. Uma vez conectados ao servidor, os usuários podem conetar-se aos servidores e recursos como se estivessem diretamente conectados à rede do Windows NT Server.
1.1.60 NetWare
Durante anos, o NetWare da Novell foi o sistema operacional de rede dominante. O NetWare 4.1 retém os excelentes serviços de arquivos e de impressão, a compressão de disco e as ferramentas de administração de primeira categoria do NetWare. Outras funcionalidades e produtos Novell aproveitam os pontos fortes do NetWare em matéria de arquivos e impressão para aproximá-lo de um completo ambiente operacional de rede. Por meio do NetWare Directory Services (NDS), o NetWare 4.1 acrescenta um excelente diretório administrativo para amplas WANs Novell de múltiplos servidores e múltiplos locais geográficos. O NetWare 4.1 acrescenta também suporte a TCP/IP por meio do NetWare IP. O GroupWise da Novell é uma robusta plataforma de messaging, o ManageWise oferece poderosa administração e o NetWare Web Server proporciona capacidades de servidor Internet.
Porém, o NetWare esbarra quando se trata de serviços de aplicações. Ao contrário do Windows NT Server, o NetWare roda apenas em processadores Intel. E para se conseguir suporte a multiprocessamento simétrico, será necessário adquirir um produto à parte, o NetWare SMP 4.1. Tal como o NetWare 4.1, o NetWare SMP roda aplicações em NetWare Loadable Modules (NLMs), as quais devem ser cuidadosamente programadas. Além disso, existe atualmente pouca integração entre as aplicações da Novell, ou entre essas aplicações e o NetWare Directory Services.
O NDS, um diretório distribuído semelhantemente ao X.500, proporciona uma ferramenta centralizada para gerenciar múltiplos servidores NetWare 4.1 e outros recursos de rede, facilitando muito a criação de contas de usuário e o estabelecimento de direitos de acesso, especialmente num ambiente com múltiplos servidores: A conta é criada uma vez e é replicada automaticamente para todos os outros servidores da rede. Com o NDS, os clientes NetWare 4.1 podem ter acesso a todos os recursos da rede com um único logon , independentemente de onde os serviços residam.
A estrutura hierárquica do NDS é muito mais manuseável do que o modelo de domínios do Windows NT Server e do Warp Server Advanced. Com o NDS, em vez de domínios, criamos Organizational Units (OUs). O NDS é semelhante aos serviços de diretório hierárquicos do StreetTalk da Banyan, mas a convenção de naming do NDS é mais flexível. O NDS não impõe um número máximo de níveis de naming , ao passo que o StreetTalk permite um máximo de três (sob a forma Usuário@GrupoDeTrabalho@Organização). Por outro lado, com níveis de naming ilimitados, a estrutura NDS pode tornar-se rapidamente muito complicada se estiver mal planejada.
Porém, o NDS não está isento de problemas. Atualmente existem poucas aplicações que se integram plenamente com o NDS. Como diretório distribuído, o NDS deve ecoar informação para todos os outros servidores espalhados pela rede. Este processo pode resultar num elevado tráfego de utilização, especialmente através de linhas alugadas.
Devido à estrutura hierárquica, instalar o NDS numa rede ampla e disseminada pode ser complicado. Mas tirando o NDS, a instalação, com interface gráfica, do NetWare 4.1 é radicalmente mais fácil do que a do NetWare 3.x. E embora não disponha de detecção automática de hardware , uma característica dos servidores Windows NT e OS/2 Warp, o NetWare 4.1 é muito mais simples de instalar do que o VINES. Para encorajar os usuários de NetWare 3.12 a adotarem o NetWare 4.1, a Novell fornece o utilitário Migrate para a transferência de informação de Bindery para o NDS. Uma outra ferramenta, o NetSync, permite gerenciar até 12 servidores NetWare 3.x a partir do NWAdmin de modo que não é necessário fazer o upgrade de todos os servidores de uma vez.
A competência do NetWare continua a ser o serviço de arquivos, robusto e de alto desempenho, com funcionalidades tais como roteamento interno, RAID por software e poderosas funções de impressão. O NetWare proporciona routing a alta velocidade entre múltiplos adaptadores de rede de um servidor.
Apesar das poderosas funcionalidades de impressão, a administração de impressão do NetWare é embaraçosa. É possível utilizar o NWAdmin para visualizar filas de espera de impressão, mas temos de utilizar dois utilitários, o PSERVER.NLM e a PCONSOLE.NLM, para realizar a maior parte da administração de impressora.
Devido à sua evolução como mera máquina servidora de arquivos, o NetWare não tem sido conhecido por rodar aplicações de processamento intensivo tais como bases de dados. Reconhecendo isto, a Novell desenvolveu o NetWare 4.1 SMP, adquirido apenas através de vendedores de hardware , tais como a AST e a Compaq, que fornecem o produto em conjunto com os respectivos servidores de processadores múltiplos. Mas não restam dúvidas que o NetWare SMP não é uma plataforma madura de aplicações. Atualmente, o Oracle7 Server é o único produto otimizado para o NetWare SMP. Ao contrário da Microsoft e da IBM, a Novell não comercializa um modelo próprio de servidor de base de dados para o NetWare. Um outro inconveniente a respeito do NetWare SMP é que a actual implementação exige que as aplicações sejam escritas especificamente para essa versão do NOS. Para os programadores, isto implica desenvolver duas versões do software : uma versão SMP e uma versão para processador único.
O NetWare também fica aquém das expectativas quando se trata de proteção de memória. Todas as aplicações NLM correm em Ring 0, que oferece melhor nível de desempenho mas pode causar o colapso de todo o servidor se alguma aplicação se comportar mal. O Windows NT Server oferece melhor proteção de memória, atribuindo a cada aplicação um espaço de memória exclusivo, desde que o programa tenha sido escrito corretamente (e seja 32 bits). Por conseguinte, no Windows NT Server uma aplicação isolada não afeta nem sistema operacional nem outras aplicações. Todavia e apesar disso, o NetWare 4.1 permite testar aplicações em Ring 3, que é mais seguro.
A Novell também não disponibilizou ferramentas de aplicações simples, deixando o desenvolvimento de NLMs ao cuidado de quem esteja intimamente familiarizado com as complicadas Novell C_Libraries (CLIB.NLM) e com a arquitectura de Ring 0.
A Novell disponibiliza diversos serviços essenciais ao NetWare. O NetWare Connect é uma aplicação de acesso remoto recheada de funcionalidades que proporciona serviço de acesso remoto simples a usuários NetWare. Ao contrário do OS/2 Warp Server e do Windows NT Server, o acesso remoto não faz parte do sistema operacional NetWare. O NetWare Connect suporta múltiplos métodos de conexão, tais como SLIP e PPP, mas não está tão bem integrado com o NOS como o acesso remoto do Windows NT Server e do OS/2 Warp Server.
O NetWare 4.1 continua a ser um interessante servidor de arquivos e impressão, e o NDS proporciona às grandes redes uma excelente ferramenta de administração. Mas o ambiente de desenvolvimento de aplicações do NetWare é complexo.
1.1.61 OS/2 Warp Server Advanced
Com o OS/2 Warp Server Advanced, a IBM integrou no próprio NOS muitas das funções necessárias a um pleno ambiente operacional de rede. Além de serviços básicos de arquivos e impressão, o Warp Server Advanced vem com o software de acesso remoto LAN Distance e com um grupo de utilitários para administração básica do sistema, distribuição de software , inventário de software e hardware, e backup e restore de rede. E embora o Warp Server não suporte ainda multiprocessamento simétrico (SMP), funciona bem como um sistema operacional servidor de aplicações para muitas aplicações, incluindo o servidor de base de dados DB2 da própria IBM, o messaging e groupware do Lotus Notes e o IBM Internet Connection Server. A Gupta, a Oracle e a Sybase também oferecem produtos de base de dados para o Warp Server Advanced. Deverá ser integrado SMP no Warp Server Advanced mas, ao contrário do Microsoft Windows NT Server, o Warp Server Advanced continuará a rodar apenas em processadores Intel.
Uma importante peça em falta no ambiente de rede do Warp Server Advanced são serviços de diretório completos e globais, semelhantes ao NDS da Novell e ao StreetTalk da Banyan Systems. Assim, por enquanto o Warp Server Advanced é mais indicado como uma solução para redes de pequena a média dimensão.
Antes do aparecimento do OS/2 Warp Server, era necessário adquirir dois pacotes, o OS/2 e o OS/2 LAN Server, e efetuar duas instalações distintas para conseguir uma rede OS/2 LAN Server. Agora o Warp Server Advanced inclui o OS/2 LAN Server, baseado no kernel a 32 bits do OS/2 Warp.
O OS/2 Warp Server Advanced suporta até 1000 usuários num único servidor. Para redes menores existe o OS/2 Warp Server básico, que suporta cerca de 120 usuários por servidor, para compartilhamento de arquivos e impressão. O Warp Server básico não dispõe do High Performance File System da IBM, nem de muitas das funcionalidades de tolerância a falhas e administração do produto Advanced.
O Warp Server corre TCP/IP e proporciona um gateway para IPX a fim de utilizar os serviços de arquivos e impressão do NetWare. O Warp Server Advanced inclui também aquilo que a IBM designa por Dynamic IP, que integra o Dynamic Host Configuration Protocol (DHCP) e o Dynamic Domain Naming Services (DDNS), para facilitar o acompanhamento dos endereços TCP/IP na rede.
Da mesma forma que o Windows NT Server, o Warp Server Advanced detecta automaticamente o hardware durante a instalação e vem com drivers para mais de uma centena de adaptadores de rede, sendo sua instalação relativamente simples.
O Warp Server Advanced utiliza uma estrutura de domínios semelhante à do Windows NT Server para proporcionar um diretório de todos os usuários e recursos na rede. Podemos estabelecer controladores de domínio para supervisionar múltiplos servidores e domínios. Um controlador de domínio faz o acompanhamento de todos os usuários, recursos e informações de segurança para todos os servidores existentes no domínio. É possível também abrir contas e definir privilégios para usuários em mais do que um domínio, de modo a que estes possam usar um único logon. Isto requer mais trabalho do que o estabelecimento de domínios consorciados no Windows NT Server.
Ao contrário do NetWare Directory Services (NDS) ou do StreetTalk, os domínios do Warp Server Advanced não proporcionam capacidade de administração global. Com o NDS, por exemplo, é possível utilizar um único PC para definir todos os usuários, servidores e outros recursos de rede; não importando onde o servidor se encontra nem quantos servidores existem.
À semelhança do Windows NT Server, os serviços de arquivos e impressão do Warp Server Advanced funcionam totalmente em modo peer to peer . O Warp Server Advanced vem com todo o software necessário para permitir a qualquer usuário da rede, munido dos direitos adequados, compartilhar drives e impressoras com outros servidores de arquivos Warp Server Advanced e com PCs rodando Warp Connect, DOS, Windows for Workgroups e Windows 95. Utilizando o utilitário Gateway Services do Warp Server Advanced, é possível também conectar-se com um servidor NetWare e possibilitar a clientes sobre a LAN de Warp Server Advanced o acesso a drives e impressoras NetWare. A IBM oferece também software cliente Macintosh, que é vendido à parte.
O Advanced Printing Services (APS) do Warp Server permite comunicação bidirecional com algumas impressoras, tais como as da Lexmark. A funcionalidade bidirecional permite que os clientes recebam códigos de resposta das impressoras, tal como uma mensagem de falta de papel (out of paper). O APS permite também mandar imprimir para grandes impressoras de linha conectadas a mainframes . A melhor funcionalidade de impressão do Warp Server é a habilidade para enviar tarefas PostScript para impressoras não PostScript. Entre as funcionalidades do Warp Server Advanced destacam-se as ferramentas administrativas SystemView, que são fornecidas em conjunto com o NOS básico. Com o SystemView, é possível manter um inventário detalhado do software e hardware de todos os PCs clientes e sistemas servidores existente na rede. É possível também distribuir atualizações de software a todos os PCs clientes e controlar as licenças de software. Para reunir informação e monitorar outros PCs, os agentes SystemView devem ser instalados em todos os PCs. Os agentes estão incluídos na licença cliente e fazem parte do software cliente.
Ao contrário do NetWare, o Warp Server Advanced vem com poderoso software de controle remoto. O Remote Connection Service (RCS), que também é vendido separadamente pela IBM como LAN Distance, permite estabelecer até um máximo de 128 conexões de nós remotos a um único sistema Warp Server Advanced. É possível conectar-se utilizando a maior parte dos protocolos de rede, incluindo IPX, NetBEUI e TCP/IP, a partir de PCs baseados em DOS, OS/2 e Windows. Contudo, de um modo geral, é complicado configurar e utilizar o RCS a menos que o contato seja estabelecido a partir de um cliente OS/2.
A IBM oferece duas poderosas aplicações de base de dados: o DB2 e o Lotus Notes. O DB2 é um servidor de base de dados que roda em diversas plataformas. Permite o intercâmbio de informação entre mainframes , minicomputadores e LANs baseadas em PCs. Apesar disto, instalar e dominar o DB2 não é tarefa fácil. Para groupware e correio eletrônico, a solução mais forte da IBM é o Lotus Notes. O Notes, a mais poderosa e mais conhecida plataforma de groupware do mercado, permite acomodar debate por tópicos entre usuários espalhados pela rede, compartilhar dados e escrever aplicações de circulação de trabalho personalizadas. O Notes não está limitado ao Warp Server Advanced; está também disponível para outros NOSs, incluindo o NetWare e o Windows NT Server.
A IBM oferece outra família de produtos de messaging para o Warp Server Advanced, o MQSeries. O MQSeries é não só um serviço de messaging como também de transações, que roda em 21 plataformas diferentes, incluindo todas as plataformas da IBM e variantes de Unix da Digital, Hewlett_Packard e SunSoft. Dois dos mais fortes argumentos de venda da MQSeries são a entrega garantida e o talento para permutar dados entre PCs e mainframes.
O Warp Server Advanced inclui um impressionante conjunto de utilitários internos e uma variedade de escolha ainda mais impressionante de produtos opcionais. Mas embora a IBM tenha preparado o terreno para proporcionar uma solução integral, vem carecendo de um poderoso serviço de diretórios e de uma adequada complementação de aplicações de apoio.
1.1.62 Banyan VINES
Com o aprimorado StreetTalk III, o VINES 6.0 proporciona robustos serviços de diretório. Os serviços de arquivos e impressão são bons, e as propostas da Banyan em matéria de messaging, BeyondMail, CaLANdar da Microsystems Software e Collabra Share da Netscape, proporcionam uma excelente plataforma de produtividade. O BeyondMail está particularmente bem integrado com o StreetTalk e com o Intelligent Messaging III da VINES.
Onde o VINES fracassa como solução de ambiente operacional de rede total é nos serviços de aplicações: Está limitado por um tamanho máximo de arquivos de 2 GB, escasso desenvolvimento de aplicações por parte de terceiros e fraco desempenho. Finalmente, o Banyan tem pouco para oferecer no tocante a soluções para a Internet ou para acesso remoto.
O VINES também possui algumas fraquezas menos evidentes: um envelhecido sistema operacional Unix, procedimentos de administração por vezes arcaicos e o mais limitado suporte a hardware de servidor. A instalação é difícil: o VINES não dispõe de detecção automática de hardware , como acontece com o Windows NT Server e com o Warp Server Advanced.
A lista de material suportado pelo VINES ainda é bastante escassa, mas um toolkit para programadores permite agora a terceiros desenvolverem drivers VINES para adaptadores SCSI e de rede.
Os serviços de arquivos e impressão do VINES situam-se ao nível dos seus concorrentes. São suportadas impressoras conectadas não só a servidores como também a estações de trabalho. Proteger os dados dos clientes requer rigorosos procedimentos de backup, e a funcionalidade de backup de nível básico do VINES é superior à do Windows NT Server mas fica bastante aquém da do Warp Server Advanced.
O serviço de diretórios StreetTalk III é o mais simples de executar e manter. A convenção de naming de três níveis (no formato Usuário@GrupoDeTrabalho@Organização) do StreetTalk é menos flexível do que a arquitetura do NDS, que permite encaixar indefinidamente propriedades umas nas outras, mas a utilização de StreetTalk Attributes, conjuntamente com a funcionalidade Nicknames, fornece suficiente maleabilidade ao sistema, e o limite de níveis contribui para a diminuir a confusão.
Outra vantagem do StreetTalk relativamente ao NDS é que, na arquitetura do StreetTalk, cada servidor VINES é responsável apenas pelos grupos nele residentes. Assim, ao contrário do NDS, adicionar um usuário não dá origem a tráfego entre servidores.
O StreetTalk está também disponível para múltiplas plataformas de NOS, uma predisposição inexistente no NDS. O Enterprise Network Services (ENS) é o diretório StreetTalk da Banyan transposto para diversas variantes de Unix mais robustas e para o NetWare da Novell. O ENS permite ao NetWare, Unix e clientes VINES nativos compartilharem um sistema de diretórios comum e utilizarem um serviço de diretórios comum para conseguirem uma coesão não atingida por qualquer outro NOS. A Banyan também comercializa o StreetTalk for Windows NT, que permite que os usuários VINES utilizem diretamente os serviços de arquivos e impressão do Windows NT Server.
O VINES exige que diversas incumbências administrativas, tais como a configuração de hardware , tenham lugar no console do servidor, mas agora o ENS Management Tool (MT), de interface gráfica, torna as operações do dia a dia muito menos enfadonhas. O ENS MT, que roda num cliente Windows, permite variados métodos de pesquisa de recursos e utiliza uma interface gráfica. Os administradores que rodem o ENS for NetWare podem também gerenciar os servidores Novell a partir do ENS MT, mas isso requer as pilhas de protocolos IPX e VINES IP.
O VINES suporta hardware com processadores múltiplos, mas outros aspectos deste NOS dificultam a escalabilidade, em especial o limite máximo de 2 GB para o tamanho de arquivo do VINES.
O VINES suporta a maior parte dos principais protocolos: o IP, o IPX e mesmo o SNA podem ser incorporados dentro do VINES IP. Conexões à distância sobre linhas RDSI, Frame Relay, T1/E1, X.25 e comutadas são viáveis recorrendo-se ao Intelligent Communications Adapter da Banyan.
A abordagem da Banyan aos serviços de rede é diferente das da Microsoft e da IBM. Embora a Banyan não ofereça uma base de dados SQL própria, os usuários podem implantar um poderoso sistema utilizando o Banyan ENS com o AIX da IBM, o HP_UX, ou o Solaris, e a base de dados de sua preferência.
A Banyan oferece vários softwares de messaging que estão intimamente integrados uns com outros e com o NOS. Todas as aplicações utilizam o StreetTalk para dados dos usuários e o Intelligent Messaging III como camada de transporte de mensagens. O BeyondMail da Banyan tem capacidades de processamento por regras muito poderosas. Existe uma versão que suporta os protocolos de correio POP3 e SMTP e torna possível embutir em mensagens itens tais como links URL.
Dois outros pacotes , o Collabra Share da Netscape e o CaLANdar da Microsystems Software, um produto de programação de atividades de grupo, contribuem para a estratégia de groupware da Banyan. Aprimorando a solução de messaging da Banyan, estes dois produtos utilizam eficientemente a infra-estrutura VINES através dos serviços de diretório StreetTalk, STDA e Intelligent Messaging III.
1.1.63 NetWare versus NT
Segundo um estudo da IDC, no final de 1996 o Windows NT Server vendeu mais cópias do que o conjunto de todas as variantes do Unix. Além disso, o mesmo estudo indica que o NT irá vender mais cópias que o NetWare em 1999. No entanto, a IDC considera que nenhum destes produtos irá dominar o mercado, como acontecia até há pouco tempo com o NetWare.
1.1.64 Linux
O jovem estudante finlandês Linus Torvald não imaginava a tempestade que iria provocar quando pensou desenvolver o seu sistema operativo Linux. Com a recente versão 2.0, o Linux tornou-se num verdadeiro sistema operativo industrial que nada tem a invejar aos outros UNIX.
Em menos de quatro anos, este sistema típico dos especialistas UNIX fanáticos está a um passo de ser reconhecido pelo mundo industrial. Existe, no entanto, um pequeno detalhe que convém realçar: o Linux é totalmente gratuito e vem sempre acompanhado pela totalidade das fontes. As instalações que redundavam em autênticos pesadelos e outros problemas graves do sistema operacional agora são simplificadas. Por outro lado, mesmo que isso nem sempre seja reconhecido publicamente, o Linux está a implantando-se de forma duradoura nos sistemas que se encontram em produção.
Como reação a esta expansão, estamos falando de mais de um milhão de usuários, a SCO viu-se forçada a propor o seu UNIX pelo preço do CD-ROM aos estudantes e aos particulares.
Desenvolvido com um respeito escrupuloso das normas Posix, portado para outras plataformas além da Intel, não falta nada ao Linux relativamente aos seus homólogos. Nos meios bem informados, fala-se mesmo de uma certificação UNIX 95. O núcleo do Linux é multitarefa, multithread e multiprocessador. Além disso, todos os níveis de rede UNIX tradicionais estão presentes. Inclusive, algumas versões comerciais, como a da Caldera (uma empresa criada por Ray Noorda, ex-número um da Novell), incluem IPX e ferramentas associadas.
3Desenvolvido graças à Internet, o Linux comporta numerosos utilitários Web, capacidades de correio e FTP. Na sua forma standard, dispõe de praticamente tudo aquilo que existe como ferramentas de desenvolvimento: C++, Fortran ou Lisp, passando ainda pela linguagem Ada e pelo inevitável Java, que passou a ser considerado diretamente pelo núcleo do sistema. A componente gráfica foi confiada ao X 11 R6.1 e vem acompanhada por diferentes gerenciadores de janelas, incluindo um clone do Windows 95. Em contrapartida, o Motif e o CDE, uma vez que estão submetidos a licença, são pagos. Como resultado, a distribuição completa, atualizada a cada três meses com as fontes para Intel, Sparc, Alpha e Mips já não cabem num único CD-ROM.
Apesar da Internet continuar a ser o melhor suporte técnico, algumas empresas preferem comprar as versões comerciais do Linux (disponibilizadas pela Caldera ou pela Red Hat, por exemplo), uma vez que estas empresas oferecem assistência e suporte técnicos. No entanto, a literatura sobre o sistema é enorme, e empresas como a Cygnus (nos Estados Unidos) ou a Alcove (na França) especializaram-se no suporte aos usuários do Linux.
1.1.65 Free BSD
Apesar de ser o mais conhecido, o Linux não é o único UNIX gratuito. Na realidade, disputa o mercado com o Free BSD. Este último foi construído com base num núcleo BSD 4.4 (o mesmo que esteve na base do Sun OS) e pode gabar-se de mais de 25 anos de experiência. Dispondo exatamente da mesma gama de ferramentas, o Free BSD conta com a reputação de ser mais confiável e, sobretudo, mais rápido.
O NetWare proporciona ótimas funcionalidades e flexibilidade nos serviços de arquivos e de impressão, mas o seu eficiente software servidor de arquivos tem constituído uma armadilha para a Novell. Os programadores do NetWare não se preocuparam em desenvolver código para processadores múltiplos ou para processadores RISC, pois o NetWare funcionava muito bem num único processador Intel. Mas os servidores de base de dados e de aplicações, componentes críticos de um moderno ambiente de rede, anseiam por processadores múltiplos e pelos talentos especiais dos processadores RISC. Só recentemente é que os programadores da Novell despertaram para tal fato, oferecendo uma versão multiprocessamento do NetWare designada por NetWare SMP. Infelizmente, o NetWare SMP continua a alojar as aplicações em NetWare Loadable Modules (NLMs), que podem ser instáveis e são difíceis de programar. Recentemente, a Novell anunciou o consórcio com a Sun Microsystems para integrar o Java da Sun na estrutura de aplicações do NetWare.
Quando se trata de serviços de aplicações, o Windows NT Server destaca-se devido ao suporte a processadores múltiplos e a processadores não Intel, às numerosas APIs e às aplicações de vendedores terceiros. Embora o OS/2 seja igualmente um ambiente amigável para servidores de aplicações e tenha amplo suporte por parte de produtores terceiros, não dispõe da latitude de hardware do Windows NT.
O Microsoft Windows NT Server possui uma boa combinação: capacidade de serviço de arquivos e impressão, excelentes serviços de aplicações e pelas aplicações opcionais de messaging, base de dados, conectividade a mainframes e administração, todas estas contidas no pacote de aplicações BackOffice. Os produtos que formam o Microsoft BackOffice integram-se bem entre si e com o Windows NT Server para proporcionar praticamente todas as funções que um ambiente operacional de rede necessita.
Infelizmente, o Windows NT Server carece de um requisito crucial para um completo ambiente de rede: poderosos serviços de naming . Os serviços de naming do Windows NT Server são baseados em domínios, cada um dos quais pode conter apenas uma determinada organização. É possível interligar domínios de modo a que usuários num determinado domínio possam utilizar facilmente os arquivos e serviços de outro. Todavia, o processo de configurar e gerenciar estas ligações é consideravelmente mais complexo e incomodo do que trabalhar com o NetWare Directory Services (NDS) do NetWare 4.1 ou com o StreetTalk da Banyan.
O NetWare 4.1, da Novell, proporciona a combinação de excelentes capacidades em matéria de serviços de arquivos e impressão e poderosos serviços de diretório e naming . Mas para rodar aplicações de base de dados e de messaging em rede, o NetWare fica aquém do Windows NT Server, uma vez que o NetWare apenas pode rodar em processadores Intel. Para obter capacidades de multiprocessamento será necessário comprar um produto diferente, o NetWare SMP 4.1. E estes dois produtos da Novell ainda rodam aplicações em NetWare Loadable Modules (NLMs), que são potencialmente instáveis e difíceis de programar.
1.16 De LANS para WANS
Surgem novas necessidades quando as LANs (Local Area Networks) se conectam através de uma WAN (Wide Area Network). Encontrar recursos e pessoas através de LANs interconectadas pode mesmo constituir um problema. Tanto o VINES como o NetWare têm poderosos serviços próprios de naming que abrangem toda a empresa. O serviço de naming permite utilizar o mesmo logon (procedimento para estabelecimento de ligação) e faculta acesso aos habituais servidores e ferramentas de rede.
O OS/2, o VINES, o Windows NT e certos sistemas Unix utilizam uma diferente configuração de naming e segurança designada por domínios. Tal como os serviços de naming oferecidos pela Banyan e pela Novell, o sistema de domínios facultará aos viajantes um acesso fácil à rede, mas somente após ter ocorrido uma troca de informação de verificação entre servidores de domínio que confiam uns nos outros.
Os servidores OS/2, VINES e Windows NT também lidam mais à vontade com o Internet Protocol (IP) do que o NetWare. O NetWare IPX não transmite toda a informação de routing do IP. Contudo, a situação melhorou agora que a Novell lançou no mercado o NetWare/IP.
O Windows for Workgroups, ou abreviadamente WFW, é uma extensão do Windows 3.1 que permite utilizar de forma intensiva os recursos de redes de computadores, permitindo o maior aproveitamento dos recursos de hardware, advindo de seu compartilhamento entre os vários usuários que deles necessitam.
Neste ambiente não existe um "servidor" dedicado. Nele, qualquer computador poderá comportar-se como servidor ou como cliente de rede, conforme o momento da utilização. Além do mais, por ser um ambiente extremamente simples, tanto para utilização quanto para configuração, poderemos encontrar este ambiente em várias pequenas empresas, que dispõe de somente dois ou três computadores.
Por não ser necessária a presença de um servidor dedicado para que esta rede opere satisfatoriamente, também não é exigida uma grande segurança no momento do logon da rede (a menos que este logon esteja sendo validado em um servidor NT); portanto, no momento da entrada no ambiente de rede (LOGON), qualquer usuário digitado na caixa nome servirá.
1.17 Logon
Para usufruir das facilidades do ambiente de rede proporcionado pelo Windows for Workgroups, você deverá ser um usuário validado pelo próprio WFW (Windows For Workgroups) ou pelo gerenciador de domínio. Caso você cancele o logon, o Windows permitirá que você utilze o computador, porém sem as funcionalidades de rede, as quais exigirão o logon antes de sua utilização.

Na caixa LOGON deverá ser fornecido o nome de logon do usuário, e na caixa SENHA a sua senha secreta. Após, clica-se no botão OK para entrar no ambiente de rede. Cabem aqui duas observações: a primeira de que, caso a rede não possua um servidor de domínio, ou caso o usuário não esteja sendo validado pelo servidor, qualquer nome digitado na caixa LOGON, seguido de qualquer senha, será válido. A Segunda, que uma vez fornecido um nome qualquer para logon, e digitada e confirmada uma senha (portanto, tendo sido utilizado um logon uma vez), este conjunto de informações será armazenado e deverá ser utilizado sempre da mesma maneira (note, por exemplo, que a tela de logon trás sempre a informação de logon do último usuário que utilizou o computador, no caso do exemplo o usuário SIMAO).
Note na ilustração a seguir que a tela do gerenciador de arquivos apresenta, na barra de drives, os drives A:, B:, C:, D:, E:, F: e G:. Note também que os ícones para estes drives são diferentes. Os drives A: e B: são acionadores de discos flexíveis; o C: é um disco rígido; D: é uma unidade de CD-ROM; E:, F: e G: são unidades de rede.

Unidades de rede são dives especiais dentro do Windows que correspondem a um caminho para um determinado recurso. É como se fosse um mapa para alcançar uma unidade de disco que encontra-se em outra máquina. Daí o fato de que sua constituição, ou seja, criar uma unidade de rede, ser chamado de mapear um recurso (drive, unidade).
Para o sistema operacional, em princípio, um drive de rede comporta-se como se fosse uma unidade local, ou seja, como se estivesse fisicamente presente no seu equipamento. Portanto, dada uma unidade de rede você poderá efetuar com ela as mesmas operações que efetuaria a partir de um drive local, tais como verificar seu conteúdo ou abrir um arquivo nele existente. Conforme o tipo de compartilhamento adotado você poderá inclusive escrever informações em sua unidade de rede.
Para trabalhar com o gerenciador de arquivos, podemos utilizar as opções existentes no menu (para redes em especial as do menu Disco), ou utilizar os ícones existentes na barra de ferramentas.

1.1.67 Conectando drives de rede
Para conectar-se a um recurso de outro computador, e dar a esta conexão um nome de drive (uma letra), você poderá utilizar o ícone ou o comando Conectar Unidade de rede a partir do menu do gerenciador de arquivos.

Surge então a tela de conexão, na qual deverá ser informada a letra desejada para a identificação da nova unidade, o caminho de acesso (na forma \\Computador\Recurso) e se a conexão será permanente (se deverá ser refeita sempre que você estiver utilizando o Windows, quando se escolhe Reconectar ao iniciar), ou se esta conexão será válida somente para a sessão atual (a caixa Reconectar ao iniciar está desligada).
A opção procurar sempre faz com que o Windows exiba a estrutura hierárquica da rede sempre que estiver exibindo a tela de conexão. Isto fará com que a apresentação da tela demore, em certos casos.

Para informar a letra a utilizar, deixe por conta do Windows ou selecione outra da lista.

A partir da tela de conexão, você poderá selecionar o computador e o recurso ao qual deseja conectar-se. Esta operação não poderá ser realizada em seu próprio computador, evidentemente, já que os recursos já fazem parte de seu sistema, ou seja, já são "seus".

Uma vez que você selecione um computador, aparecerão os recursos que ele possui para compartilhar na rede. Veja bem, somente aqueles que forem definidos para uso "comunitário" é que irão aparecer na lista, e, caso não exista nenhum recurso compartilhado no computador que você selecionou a lista estará em branco.

Para o exemplo mostrado, o computador Pentium possui compartilhados os recursos CDROMPENTIUM, que não possui quaisquer comentários registrados, PENTIUMC e PENTIUMD que possuem comentários. Note que o computador é identificado com uma barra dupla (\\).
Escolhido o computador desejado, clique sobre o nome do recurso ao qual você deseja conectar-se e depois clique no botão OK. Note que, ao escolher ocomputador e o recurso desejados, automaticamente o Windows estará preenchendo para você a caixa CAMINHO, a qual indica-lhe (ao Windows) como proceder para conectar-se. Caso você deseje, o caminho poderá ser informado diretamente no local adequado,utilizando-se sempre a terminologia \\Computador\Recurso. Note que o recurso é identificado após uma barra simples (\). Para que indicar se o Windows faz sozinho? Bem, nem sempre o computador desejado estará presente na lista,de maneira que é bom saber seu nome de rede e o nome do recurso compartilhado...

Eventualmente o recurso compartilhado estará protegido por uma senha. Neste caso será solicitada esta senha no momento da conexão, e caso ela não seja fornecida corretamente a conexão não se realizará.

1.1.68 Compartilhando recursos
Muito bem, já sabemos que para utilizar um disco de outro computador basta selecionarmos o nome do computador da lista e depois selecionarmos o recurso desejado. Mas como fazemos para oferecer recursos na rede?
Uma vez que você decida compartilhar os recursos existentes em seu computador com seus colegas de escritório, a partir da utilização das funcionalidades de rede do Windows, existirão três providências a serem tomadas: dcidir qual nome utilizar para o compartilhamento, se você dará direitos de leitura somente ou de leitura e escrita e se será ou não utilizada uma senha para acesso aos recursos de seu computador.
Vejamos cada um dos itens. O nome poderá ser uma escolha pessoal ou seguir uma regra qualquer em uso em sua empresa. De qualquer maneira, saiba que existe um limite de 12 caracteres para ele. A decisão sobre o tipo de compartilhamento já é um pouco mais crítica. Caso seja concedido o direito de somente leitura, quaisquer usuários (respeitando a opção de senha, explicada a seguir) poderão ler seus arquivos. Costuma-se dizer que estes arquivos lidos não poderão ser modificados, mas isto não é verdade. O que não poderá ser realizado é modificar o arquivo e gravá-lo no seu disco. Caso a gravação seja realizada na unidade do próprio usuário ela será realizada sem problemas. Já para o caso do acesso completo, você estará dando a seus colegas o poder de modificar, sobrescrever, renomear, apagar e, evidentemente, ler quaisquer arquivos existentes no diretório compartilhado, incluindo-se aí seus subdiretórios. Portanto, cuidado. Finalmente, existe a opção de atribuição de uma senha ao compartilhamento, a qual poderá ser dada para que os usuários possam ler ou escrever em sua unidade de disco. Sempre que ocorrer uma tentativa de conexão será pedida esta senha ao usuário. Caso ele não saiba ou erre a senha a conexão não será estabelecida, protegendo assim seus arquivos.
Para compartilhar um diretório, selecione-o na árvore de diretórios e depois clique sobre a opção Compartilhar Diretório, do menu Disco do gerenciador de arquivos, ou clique sobre o ícone de compartilhamento.

Finalmente, saiba que sempre que você ofertar um recurso para a rede (compartilhá-lo), ele aparecerá na lista de recursos sob o nome de seu computador. Muitas vezes, porém, por segurança ou organização, você desejará que o nome de compartilhamento fique invisível aos usuários. Para isso, adicione um sinal $ ao final do nome de compartilhamento. Por exemplo, você pode compartilhar seu drive C: com o nome DiscoC$, o que fará com que ele seja compartilhado mas não apareça na lista. Mas, se ele não aparece na lista, como é que os meus colegas irão encontrá-lo, você poderia perguntar. Pois bem, somente aqueles que souberem o nome de compartilhamento poderão utilizá-lo. Para isso, na caixa CAMINHO, durante a conexão da unidade de rede, eles deverão digitar \\Computador\DiscoC$.
Para liberar um drive correspondente a uma unidade de rede, basta selecionar o ícone adequado ou selecionar o comando Desconectar Unidade de Rede no menu do gerenciador de arquivos. Neste caso, você não poderá mais utilizar o recurso ao qual estava conectado, porém poderá voltar a reconectá-lo a qualquer momento.

1.1.70 Finalizando um compartilhamento
Uma vez que você decida finalizar o compartilhamento de um recurso, use o ícone adequado ou o comando Finalizar compartilhamento no menu Disco do gerenciador de arquivos. Na tela que surge, selecione o compartilhamento a ser finalizado e clique sobre o botão OK.

Caso, no momento em que você estiver finalizando o compartilhamento de um recurso, existam um ou mais usuários conectados a seu compuatdor será emitida uma menasagem informando-o, de maneira que você possa decidir se vai ou não finalizar o compartilhamento. Saiba que,caso alguém esteja lendo um arquivo de seu micro, as informações com as quais o usuário estiver trabalhando quase que certamente serão perdidas.

Trabalhar em um ambiente de rede significa utilizar recursos remotos, sejam de discos, sejam de impressão. Imprimir em redes Windows é relativamente fácil, devendo-se, para tal, respeitar somente uma regra básica: utilizar o drive de impressora correto.
Para visualizar impressoras da rede, e utilizá-las, ou para oferecer sua impressora para a rede, utilizaremos o gerenciador de impressão, o qual poderá ser utilizado a partir dos comandos de menu ou a partir dos ícones de sua barra de ferramentas.


1.1.71 Impressora padrão
Ao final da janela o gerenciador de impressão apresenta uma linha de status, na qual veremos informações pertinentes à impressora selecionada. Na lista de impressoras exibida pelo gerenciador (no exemplo existe uma única impressora), veremos a impressora padrão (ou default) com seu nome sublinhado. A impressora padrão é aquela para a qual serão direcionadas todas as impressões, a menos que seja selecionada outra no momento do comando de impressão (alguns programas, tais como o Notepad – Bloco de Notas- sempre imprimem na impressora padrão. Para mudar a impressão para outra impressora deveremos modificar a impressora padrão). Para definir a impressora padrão de seu sistema basta selecionar a impressora desejada e clicar no menu Arquivo, Definir impressora padrão, ou clicar no ícone correspondente.

1.1.72 Compartilhando uma impressora
Para oferecer para o ambiente de rede uma impressora que esteja conectada a seu computador, basta selecioná-la no gerenciador de impressão e depois selecionar o comando Compartilhar Impressora Como, no menu Arquivo, ou então clicar sobre o ícone correspondente.
Ao compartilhar uma impressora com seus colegas, você deverá decidir qual nome irá dar a este compartilhamento, se irá ou não acrescentar um comentário, e, caso positivo, qual, e se irá ou não ser dada a possibilidade de que todos utilizem sua impressora ou somente alguns usuários. Para que esta última opção torne-se realidade, deverá ser dada uma senha para a utilização de sua impressora via rede. Por fim, você deverá decidir se o compartilhamento será válido somente para a sessão atual do Windows ou se a cada nova utilização o compartilhamento deverá ser refeito automaticamente; decidido isto, marque, ou não, a caixa Recompartilhar ao Iniciar.

Feito isto, sua impressora estará compartilhada. Note que, sob o ícone representativo do recurso, surgiu uma mão estendida, indicando que você está ofertando este recurso para a rede.

1.1.73 Conectando-se a uma impressora de rede
Selecione o comando Conectar Impressora da Rede ou clique sobre o ícone correspondente.

Você terá acesso a tela de conexão, a qual é bastante semelhante à tela já vista de conexão a drives e/ou diretórios remotos. Aqui, ao invés de especificar uma letra de drive para sua conexão você deverá especificar a qual porta de comunicação você deseja ligar sua impressora.
Internamente, o Windows (e o DOS) utiliza portas de comunicação para poder conversar com dispositivos externos. Estas portas são endereços, ou espaços, existentes na memória do micro a partir dos quais a comunicação será realizada, existindo em geral uma subdivisão deste espaço que permite ao micro possuir várias portas, e, dentro delas, diferentes locais para informações que entram no micro, que saem do micro e para sinais de controle.
Pois bem, existem à sua disposição portas de comunicação serial e portas de comunicação paralela. Atualmente praticamente todas as impressoras com as quais você terá contato possuem interface de comunicação paralela, de maneira que esta é a porta a ser utilizada. As portas de comunicação paralela são indicadas por um prefixo LPT (que vem do inglês Line PrinTer,impressora de linha;herança de uma nomenclatura antiga) seguido de um número e dois pontos. Desta maneira você encontrará na lista de dispositivos os códigos LPT1:, LPT2: e LPT3:. Cada impressora instalada em seu micro estará ligada a uma destas portas e, a cada momento que uma impressão for direcionada a uma destas portas ela irá para a impressora, ou para as impressoras, a ela conectadas.
Selecione, então uma porta. Na figura do exemplo, a LPT2:.

Selecione posteriormente o computador que possui a impressora na qual você quer se conectar e, na lista de impressoras disponíveis naquele computador, a impressora desejada. Clique sobre o botão OK.
Caso não exista nenhuma impressora ligada na porta que você escolheu o Windows irá avisá-lo e perguntar se você deseja instalar uma.

Vamos às explicações.
Ao instalar uma impressora em seu sistema, seja esta impressora local (ligada no seu computador) ou remota (impressora de rede), você deverá informar ao Windows qual é o conjunto de códigos aceito pela impressora. Embora pareça estranho, cada fabricante, e considerando-se um mesmo fabricante, para cada modelo de impressora existente existirão diferentes códigos de comando através dos quais será exercido o controle da impressora e da impressão. Isto é informado ao Windows a partir de um componente de software popularmente conhecido como DRIVER. No nosso caso, driver de impressão, ou de impressora. Em ambientes, e equipamentos, mais recentes, este driver poderá ser, na realidade, um conjunto de pequenos programas.
Portanto, ao informar que deseja instalar uma impressora na porta selecionada (no exemplo a LPT2:), você estará na verdade instalando um driver de impressora, que possibilitará que seu computador envie os comandos adequados (corretos) à impressora à qual você estará se conectando, e que portanto garantirão uma impressão perfeita.
A partir da tela de impressoras, selecione Adicionar para ver a lista de drives disponíveis.

Na lista de drives, selecione o componente adequado e clique sobre o botão Instalar. Saiba que você poderá instalar uma impressora não listada a partir dos drives fornecidos pelo fabricante, mas que em certos casos o procedimento de instalação da impressora é diferente do aqui mostrado. Em certos casos você deverá executar um programa de instalação a partir de um ou mais disquetes fornecidos pelo fabricante (ou de um CD). Nestes casos, consulte o manual da impressora, já que o procedimento é diferente de uma para outra.

Instalada a impressora ela deverá ser conectada à impressora de rede, o que será realizado a partir no botão Conectar.

Conectada a impressora basta fechar a tela e a janela do gerenciador de impressão aparecerá, agora com a nova impressora.


1.1.74 Desconectando uma impressora remota
Para encerrar a captura de uma impressora remota, selecione o comando no menu Arquivo ou clique sobre o ícone adequado. Na tela que surgirá, selecione a impressora que não é mais necessária e clique sobre o botão OK.

1.1.75 Finalizando o compartilhamento
Para finalizar o compartilhamento de uma impressora na rede, selecione o comando no menu Arquivo ou selecione o ícone adequado. Caso você encerre o gerenciador de impressão o efeito será o mesmo. Uma vez encerrado o compartilhamento os outros usuários de sua rede não poderão mais imprimir em sua impressora.

1.1.76 Operações com a impressora
Além da impressão pura e simples e de poder compartilhar sua impressora ou conectar-se a um outra, existem mais algumas operações permitidas pelo gerenciador de impressão, entre as quais:


A operação das funcionalidades de rede do Windows 95 é mais simples, em muitos aspectos, que sua operação a partir do Windows For Workgroups, porém baseia-se basicamente nos mesmos mecanismos, de maneira que, muitas vezes, apenas a tela é que muda de aparência. Assim, muitas das explicações vistas para o WFW serão as mesmas para o caso do Windows 95. Apesar disto, para facilitar a operação elas serão aqui repetidas, e, quando for o caso, complementadas.
1.20 Logon
Para usufruir das facilidades do ambiente de rede proporcionado pelo 95, você deverá ser um usuário validado pelo próprio Windows ou pelo gerenciador de domínio. Caso você cancele o logon, o Windows permitirá que você utilize o computador, porém sem as funcionalidades de rede, as quais exigirão o logon antes de sua utilização.

Na caixa LOGON deverá ser fornecido o nome de logon do usuário, e na caixa SENHA a sua senha secreta. Após, clica-se no botão OK para entrar no ambiente de rede. Cabem aqui duas observações: a primeira de que, caso a rede não possua um servidor de domínio, ou caso o usuário não esteja sendo validado pelo servidor, qualquer nome digitado na caixa LOGON, seguido de qualquer senha, será válido. A Segunda, que uma vez fornecido um nome qualquer para logon, e digitada e confirmada uma senha (portanto, tendo sido utilizado um logon uma vez), este conjunto de informações será armazenado e deverá ser utilizado sempre da mesma maneira (note, por exemplo, que a tela de logon trás sempre a informação de logon do último usuário que utilizou o computador, no caso do exemplo o usuário SIMAO).
No Windows 95, a utilização da rede é facilitada pelo ícone Ambiente de Rede, presente na área de trabalho, porém você poderá acessar a rede também a partir do Windows Explorer. Na prática um acesso a partir do Ambiente de Rede estará utilizando uma instância do Explorer, mas para um efeito didático vamos considerá-los como sendo coisas adversas. A partir deles poderá ser derivada uma grande variedade de combinações de acesso à rede, de maneira que ficaria enfadonho listar todas. Por exemplo, poderíamos ainda utilizar o comando \\Computador através do Executar presente na barra iniciar para visualizarmos os recursos compartilhados em um computador. Assim, veremos aqui somente os meios principais.
1.1.77 Acesso à rede pelo explorer
Você pode localizar o computador desejado a partir da árvore de recursos do Explorer:

Uma vez localizado o computador, expanda a árvore até encontar o recurso desejado.

1.1.78 Acesso à rede pelo Desktop
A partir do ícone Ambiente de rede existente na área de trabalho você poderá visualizar e expandir a visualização de seu ambiente de rede, começando sempre com o seu domínio ou grupo de trabalho:

Basta, então, localizar o grupo ao qual pertence o computador desejado, localizar o computador e clicar duas vezes sobre ele para visualizar / utilizar seus recursos.
Você também pode conseguir acesso a computadores de rede, e seus recursos a partir da digitação de \\NomeDoComputador na linha Executar, obtida através do menu Iniciar. Por exemplo, vamos verificar o que existe disponível em um computador de nome DLC486:

Este ato nos daria como resultado uma pequena janela em que visualizaremos os objetos que estejam compartilhados naquele computador.

Estes objetos podem ser expandidos, clicando-se duas vezes sobre eles, de maneira a visualizarmos melhor seu conteúdo ou a chegarmos no arquivo desejado.




1.22 drives de rede
Note na ilustração a seguir que a tela do explorer apresenta, na árvore de recursos, os drives A:, C:, D: e E:, todos locais. Note também que os ícones para os drives C:, D: e E: possuem uma pequena mão sob eles, oferatndo-os à rede e portanto indicando que estão compartilhados. O drives A: é um acionador de discos flexíveis; o C: D: são discos rígidos; E: é uma unidade de CD-ROM.

Vamos agora criar uma unidade de rede permanente, a qual nos disponibilizará um disco que está em outro computador. Unidades de rede são drives especiais dentro do Windows que correspondem a um caminho para um determinado recurso. É como se fosse um mapa para alcançar uma unidade de disco que encontra-se em outra máquina. Daí o fato de que sua constituição, ou seja, criar uma unidade de rede, ser chamado de mapear um recurso (drive, unidade).
Para o sistema operacional, em princípio, um drive de rede comporta-se como se fosse uma unidade local, ou seja, como se estivesse fisicamente presente no seu equipamento. Portanto, dada uma unidade de rede você poderá efetuar com ela as mesmas operações que efetuaria a partir de um drive local, tais como verificar seu conteúdo ou abrir um arquivo nele existente. Conforme o tipo de compartilhamento adotado você poderá inclusive escrever informações em sua unidade de rede.
Para trabalhar com o explorer, podemos utilizar as opções existentes no menu (para redes em especial as do menu Ferramentas), ou utilizar os ícones existentes na barra de ferramentas (caso a barra não esteja visível clique em Exibir, Barra de Ferramentas).

1.1.80 Conectando drives de rede
Para conectar-se a um recurso de outro computador, e dar a esta conexão um nome de drive (uma letra), você poderá utilizar o ícone ou o comando Mapear Unidade da Rede, no menu Ferramentas.

Surge então a tela de conexão, na qual deverá ser informada a letra desejada para a identificação da nova unidade, o caminho de acesso (na forma \\Computador\Recurso) e se a conexão será permanente (se deverá ser refeita sempre que você estiver utilizando o Windows, quando se escolhe Reconectar ao iniciar), ou se esta conexão será válida somente para a sessão atual (a caixa Reconectar ao iniciar está desligada).

Vamos exemplificar este ponto efetuando uma conexão a um recurso chamado DLC486C disponível em um computador de nome DLC486 na rede. Temos portanto:
Portanto utilizaremos:
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Assim iremos obter a seguinte situação:

Note que obtivemos um drive F: que corresponde a um recurso existente em outro computador. Note também que o ícone de identificação do drive é diferente dos demais, simbolizando uma conexão à rede.
Eventualmente o recurso compartilhado estará protegido por uma senha. Neste caso será solicitada esta senha no momento da conexão, e caso ela não seja fornecida corretamente a conexão não se realizará.

1.1.81 Compartilhando recursos
Muito bem, já sabemos que para utilizar um disco de outro computador basta selecionarmos o nome do computador na árvore de recursos e depois selecionarmos o recurso desejado. Mas como fazemos para oferecer recursos na rede?
Uma vez que você decida compartilhar os recursos existentes em seu computador com seus colegas de escritório, a partir da utilização das funcionalidades de rede do Windows, existirão três providências a serem tomadas: decidir qual nome utilizar para o compartilhamento, se você dará direitos de leitura somente ou de leitura e escrita e se será ou não utilizada uma senha para acesso aos recursos de seu computador.
Vejamos cada um dos itens. O nome poderá ser uma escolha pessoal ou seguir uma regra qualquer em uso em sua empresa. De qualquer maneira, saiba que existe um limite de 12 caracteres para ele. A decisão sobre o tipo de compartilhamento já é um pouco mais crítica. Caso seja concedido o direito de somente leitura, quaisquer usuários (respeitando a opção de senha, explicada a seguir) poderão ler seus arquivos. Costuma-se dizer que estes arquivos lidos não poderão ser modificados, mas isto não é verdade. O que não poderá ser realizado é modificar o arquivo e gravá-lo no seu disco. Caso a gravação seja realizada na unidade do próprio usuário ela será realizada sem problemas. Já para o caso do acesso completo, você estará dando a seus colegas o poder de modificar, sobrescrever, renomear, apagar e, evidentemente, ler quaisquer arquivos existentes no diretório compartilhado, incluindo-se aí seus subdiretórios. Portanto, cuidado. Finalmente, existe a opção de atribuição de uma senha ao compartilhamento, a qual poderá ser dada para que os usuários possam ler ou escrever em sua unidade de disco. Sempre que ocorrer uma tentativa de conexão será pedida esta senha ao usuário. Caso ele não saiba ou erre a senha a conexão não será estabelecida, protegendo assim seus arquivos.
Para compartilhar uma pasta ou drive, selecione-o na árvore de recursos e depois clique sobre a opção Arquivo, Propriedades e selecione a guia Compartilhamento, do menu do explorer, ou clique sobre o objeto a compartilhar com o botão direito do mouse e escolha compartilhamento.
ou 

Finalmente, saiba que sempre que você ofertar um recurso para a rede (compartilhá-lo), ele aparecerá na lista de recursos sob o nome de seu computador. Muitas vezes, porém, por segurança ou organização, você desejará que o nome de compartilhamento fique invisível aos usuários. Para isso, adicione um sinal $ ao final do nome de compartilhamento. Por exemplo, você pode compartilhar seu drive C: com o nome DiscoC$, o que fará com que ele seja compartilhado mas não apareça na lista. Mas, se ele não aparece na lista, como é que os meus colegas irão encontrá-lo, você poderia perguntar. Pois bem, somente aqueles que souberem o nome de compartilhamento poderão utilizá-lo. Para isso, na caixa CAMINHO, durante a conexão da unidade de rede, eles deverão digitar \\Computador\DiscoC$.
Para liberar um drive correspondente a uma unidade de rede, basta selecionar o ícone adequado ou selecionar o comando Desconectar Unidade da Rede no menu do ferramentas do explorer. Neste caso, você não poderá mais utilizar o recurso ao qual estava conectado, porém poderá voltar a reconectá-lo a qualquer momento.


1.1.83 Finalizando um compartilhamento
Uma vez que você decida finalizar o compartilhamento de um recurso, use o mesmo procedimento utilizado para o compartilhamento e selecione não compartilhado.

Caso, no momento em que você estiver finalizando o compartilhamento de um recurso, existam um ou mais usuários conectados a seu compuatdor será emitida uma mensagem informando-o, de maneira que você possa decidir se vai ou não finalizar o compartilhamento. Saiba que, caso alguém esteja lendo um arquivo de seu micro, as informações com as quais o usuário estiver trabalhando quase que certamente serão perdidas.

Trabalhar em um ambiente de rede significa utilizar recursos remotos, sejam de discos, sejam de impressão. Imprimir em redes Windows é relativamente fácil, devendo-se, para tal, respeitar somente uma regra básica: utilizar o drive de impressora correto.
Para visualizar impressoras da rede, e utilizá-las, ou para oferecer sua impressora para a rede, utilizaremos a pasta Impressoras, a qual é obtida a partir de Configurações, na barra Iniciar.


Note que na pasta Impressoras, além das impressoras instaladas em seu sistema existe um ícone de nome Adicionar impressora, o qual aciona um assistente de instalação para novas impressoras, sejam elas locais ou de rede. Utilizaremos este ícone para efetuar a conexão a uma impressora de rede.
1.1.84 Impressora padrão
A impressora padrão é aquela para a qual serão direcionadas todas as impressões, a menos que seja selecionada outra no momento do comando de impressão (alguns programas, tais como o Notepad – Bloco de Notas- sempre imprimem na impressora padrão. Para mudar a impressão para outra impressora deveremos modificar a impressora padrão). Para definir a impressora padrão de seu sistema basta selecionar a impressora desejada e clicar sobre ela com o botão direito. No menu que surge, escolha Definir como padrão.

1.1.85 Compartilhando uma impressora
Para oferecer para o ambiente de rede uma impressora que esteja conectada a seu computador, basta selecioná-la na pasta de impressoras e depois clicar sobre ela com o botão direito, escolhendo Compartilhamento no menu que surgirá.

Ao compartilhar uma impressora com seus colegas, você deverá decidir qual nome irá dar a este compartilhamento, se irá ou não acrescentar um comentário, e, caso positivo, qual, e se irá ou não ser dada a possibilidade de que todos utilizem sua impressora ou somente alguns usuários. Para que esta última opção torne-se realidade, deverá ser dada uma senha para a utilização de sua impressora via rede.

Feito isto, sua impressora estará compartilhada. Note que, sob o ícone representativo do recurso, surgiu uma pequena mão, indicando que você está ofertando este recurso para a rede.
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1.1.86 Conectando-se a uma impressora de rede
Selecione o ícone Adicionar Impressora, na pasta Impressoras.

Isto vai dar-lhe acesso ao Assistente de Instalação, eu irá guiá-lo pelo processo de instalação de sua nova impressora.

Após as instruções iniciais, clique sobre o botão Avançar.

Na tela seguinte você deverá informar se a impressora é local, ou seja, se está ligada ao seu micro, ou se é uma impressora remota,a qual será acessada via rede. Informe Impressora da Rede e clique sobre o botão Avançar. Na próxima tela você deverá informar o caminho que o Windows deverá adotar para conectar-se à impressora desejada, na forma \\Computador\Recurso.

Caso você não saiba a localização, clique sobre o botão Procurar.

Você verá então o ambiente de rede, no qual deverá ser localizado o computador ao qual está conectada a impressora desejada.

Uma vez localizada a impressora, clique sobre ela e sobre o botão OK.

O Windows irá preencher para você o caminho para a impressora desejada. Clique sobre o botão Avançar.

Então você deverá informar ao Windows qual é o tipo de impressora a utilizar (marca e modelo),de maneira que ele possa instalar o driver correto. Após selecionar as informações, clique sobre Avançar.

Escolha um nome (local) para a impressora e iforme ao Windows se esta impressora deverá ser utilizada como padrão ou não.

Após a conclusão da instalação do driver,o Windows poderá automaticamente imprimir uma página de teste, na qual serão mostradas informações sobre os drivers utilizados, de maneira a realmente garantir que sua impressora foi corretamente instalada e está funcionando adequadamente. Informe agora ao Windows se você deseja que este teste seja realizado.

Após os arquivos necessários terem sido instalados, o Windows irá perguntar se a página de teste foi impressa corretamente (caso esta opção tenha sido solicitada no momento da instalação).

Uma vez completada a instalação sua impressora estará disponível para utilização.

Note que o ícone da impressora recém instalada corresponde a uma conexão de rede.
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1.1.87 Desconectando uma impressora remota
Para encerrar a captura de uma impressora remota, selecione-a na pasta Impressoras, clique sobre ela com o botão direito do mouse e escolha Excluir.

1.1.88 Finalizando o compartilhamento
Para finalizar o compartilhamento de uma impressora na rede, selecione-a na pasta Impressoras, clique sobre ela com o botão direito do mouse, selecione Compartilhamento e então escolha Não compartilhado.

1.1.89 Capturando uma porta de impressora
Muitas vezes será útil manter a captura de uma porta de impressora em seu sistema, de maneira a poder redirecionar o drive de impressão local para uma impressora de rede qualquer, bastando para isso alterar suas propriedades. Vejamos como fazer isso.
Clique com o botão direito do mouse dentro da pasta Impressoras. Tome cuidado para não clicar sobre uma impressora, pois nesse caso o menu exibido será outro.

Neste menu selecione a opção Capturar porta da impressora...

Informe a porta que você pretende utilizar e o caminho para a impressora (note a grande variedade de opções de portas em relação às do Windows For Workgroups vistas anteriormente). Clique sobre o botão OK.
Para utilizar a porta que você capturou, clique sbre uma impressora com o botão direito de seu mouse e selecione a opção Propriedades.

Na janela de propriedades, selecione a guia Detalhes. Nesta guia, na opção Imprimir para a seguinte porta, selecione a porta desejada. Clique sobre o botão OK.

1.1.90 Finalizando a captura de uma porta
Para finalizar a captura de uma porta de impressora, clique com o botão direito de seu mouse dentro da janela Impressoras. Cuide para não posicionar o mouse sobre um ícone de impressora, caso contrário o resultado não será o esperado. Você deverá clicar sobre uma área em branco.
No menu que surge escolha Finalizar captura.

Selecione na lista a porta que não deseja mais e clique sobre o botão OK.

5 Resumo e soluções para problemas comuns
1.24 Redes no ambiente Windows.

O Windows possui funções que permitem que você utilize recursos disponíveis em outros computadores, uma vez que você tenha instalado as opções de rede.
Em geral, o Windows poderá comunicar-se desde que você possua um adaptador de rede corretamente configurado em sua máquina e, claro, também nas outras máquinas às quais você pretenda conectar-se.
Para utilizar as funções básicas de comunicação e compartilhamento de recursos (diretórios, impressoras) existentes em seus equipamentos você poderá utilizar a rede em uma versão ponto-a-ponto ou multiponto, não necessitando de um servidor dedicado. Neste modo, quaiquer equipamentos existentes em sua pequena rede poderão ser utilizados, tanto como servidores de arquivos quanto como clientes. Na verdade, nada impede que uma mesma máquina esteja compartilhando seus recursos com outras enquanto, ao mesmo tempo, utiliza recursos compartilhados por outras máquinas.
Para este tipo de ligação, tudo que você necessita é de uma placa de rede em cada máquina, um driver para acesso à placa e um protocolo configurado. Para este caso você poderá utilizar o protocolo NetBeui, da Microsoft. Ele permite que você crie grupos de trabalho e, nos grupos, insira as estações, as quais receberão nomes distintos.
A partir da instalação da rede você já está apto a trabalhar. Não é necessário mais nada, porém é preciso ter em mente que este pequeno grupo de trabalho não oferece soluções para todas as suas necessidades, nem permite validação de usuários (mesmo porque inexiste um servidor dedicado ao controle da rede). Também existem dois aspectos técnicos importantes: o primeiro é que o protocolo NetBeui trabalha essencialmente por broadcast, de maneira que gera um alto índice de mensagens na rede (alto tráfego); em segundo, e por conseqüência do fato de ser orientado a broadcasts, este protocolo não é roteável, de maneira que diferentes trechos (segmentos) de sua rede não serão diretamente visíveis uns aos outros.
Para contornar o problema do roteamento, você poderá utilizar um servidor WINS, ou, na falta dele e se os endereços de rede forem estáticos (ou seja, o endereço IP estiver configurado na máquina desde o momento da instalação, não existindo, portanto, um servidor DHCP), pode-se utilizar o arquivo LMHOSTS. Este arquivo é um "mapa" dos computadores de sua rede. Nele estarão colocados o nome do computador, o nome do domínio e o endereço IP dos computadores com os quais você deseje estabelecer comunicação.
Sua rede Windows, em uma implementação multiponto (ou mesmo na ponto-a-ponto), seguirá uma topologia em barramento.
Quanto aos equipamentos que serão necessários à montagem de sua rede, basicamente podemos dizer que você precisará de:
1.25 Problemas e soluções
1.1.91 O Windows (3.11) não inicia.
1.1.93 A rede não está funcionando.

1.1.96 Não consigo imprimir.